Em conferência de imprensa colectiva, realizada segunda-feira no Mindelo, os representantes desses três grupos defenderam que querem uma liga que representa os grupos, ao invés de uma liga com a qual não se identificam.

Em causa estão a formação dos jurados, a constituição das cabines de júri, avaliação dos grupos e apuração dos resultados do Carnaval do Mindelo 2020, durante os quais, segundo estes grupos, “houve um rol de infracções.

Conforme a advogada Dirce Vera Cruz, que é membro da direcção do Vindos do Oriente, de uma “análise profunda” que fizeram encontraram “variadíssimas irregularidades” nas votações e irregularidades que “vieram desde a nomeação dos vice- presidentes da Ligoc”.

A mesma fonte lembrou que no Carnaval de 2019 todos os quatro vice- presidentes e a secretária demitiram-se da Ligoc e que estes foram substituídos sem o parecer do conselho deliberativo, que é um órgão proposto pelos cinco presidentes dos grupos.

Conforme também a advogada Eva Marques, que representa o grupo Estrela do Mar, um dos vice-presidentes antes era membro da direcção da equipa do grupo vencedor do Carnaval de São Vicente.

Segundo Eva Marques, foi “esse mesmo vice-presidente que escolheu o corpo de jurados, unicamente e à revelia dos artigos 25,24 e 25 do regulamento que exigem a publicação até o dia 22 de Fevereiro dos jurados”.

Os grupos também questionaram os critérios utilizados pelos jurados na avaliação das alegorias, dos desfiles, das indumentárias e dos andores, que segundo dizem prejudicaram o Estrelas-do-mar, o Vindos do Oriente e o Flores do Mindelo, contrariamente ao grupo vencedor.

Defenderam que em quase todos os quesitos houve “erros gritantes”, tais como penalizações sem as devidas justificações, entre outros, o que os levou a entender que o “júri foi mal formado”.

No entanto, segundo os grupos, “a classificação é a menor das preocupações, porque o que lhes interessa é que se faça um bom Carnaval, com melhor qualidade o possível”.

Questionados se pretendem impugnar os resultados do Carnaval 2020, Eva Marques afirmou que o prazo da impugnação é de 20 dias mas, “a classificação é a menor das preocupações, porque o que lhes interessa é que se faça um bom Carnaval com melhor qualidade o possível”.

Instados ainda se a desvinculação deles pode acabar com a liga, tendo em conta que são a maioria, os mesmos explicaram que não podem falar pela Ligoc, porque ela tem quase 30 associados, alguns dos quais não são grupos carnavalescos.

Pelo que, lembraram, para destituir a liga será preciso uma assembleia-geral.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.