Os primeiros a entrar na arena foram os lares de terceira idade de Campinho e Ribeira Bote, da Câmara Municipal de São Vicente, que quiseram agradecer aos parceiros nacionais e internacionais que os têm ajudado, como explicou a coordenadora, Brúcia Brito.

Segundo esta responsável, pretendiam ainda mostrar que, apesar da idade avançada, os utentes destes estabelecimentos têm direito de brincar o Carnaval.

“Muitos deles já festejaram quando novos e porque não também o fazer nesta idade”, considerou Brúcia Brito, que adiantou ter levado, pela segunda vez consecutiva, parte dos velhos das duas instituições que coordena e que neste momento têm ao todo 23 internos.

Os menos jovens deram depois lugar no asfalto à nova geração vinda da Escola Secundária Jorge Barbosa e do Liceu Ludgero Lima.

A primeira escola decidiu, conforme o director substituto, Mário Borges, desfilar sob o lema “Mexê Soncent (Mexe São Vicente, em português), que, lembra os “tempos bons” de outrora e chama atenção para a “necessidade de mudanças que precisam acontecer e acabar com alguns fenómenos como prostituição, álcool e droga”.

Já o Liceu Ludgero Lima fez alusão à morna como Património da Humanidade e ainda a indústria do Hollywood.

“Em Hollywood formam-se muitos actores e aqui na escola formamos profissionais para a nova geração”, assinalou o sub-director da acção social, Arcádio Delgado.

Assim, uma tarde de Carnaval de duas gerações no mesmo sambódromo, o que poderá repetir-se logo mais à noite no desfile da Escola de Samba Tropical, que traz pessoas de todas as idades de São Vicente, mas também das outras ilhas e da diáspora.

Samba Tropical arrasta muitos foliões nas alas, mas também consegue mobilizar muitos espectadores, que na tarde de hoje já marcavam lugares nos passeios com pedras, caixotes e cadeiras para assistir ao “espectáculo” que deverá começar a partir da 21:00.

Na terça-feira, das 14:00 às 14:30, há ainda os grupos do Carnaval espontâneo, que vão mostrar a sua criatividade ao público, em disputa ao Prémio Kakoi – Carnaval Artesanal, atribuído pelo Ministério da Cultura através do Centro Nacional de Artesanato e Deisgn (CNAD).

Depois disso, a arena da Rua de Lisboa abre-se aos cinco grupos oficiais. O primeiro a entrar é o Flores do Mindelo, seguido do Cruzeiros do Norte, Monte Sossego, Vindos do Oriente e por último Estrela do Mar. A mesma rua acolhe ainda o baile popular de Carnaval animado por Constantino Cardoso, Gai Dias e Anísio Rodrigues

A entrega de prémios acontece na quarta-feira, a partir das 15:00.

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