A noite caiu e a rua de Lisboa encheu-se. O Samba Tropical teve uma recepção em peso do Mindelo, um dos desfiles mais aguardados todos os anos no Carnaval. No seu 26ª desfile, o enredo foi dedicado à revolução industrial.

O desfile começou mais de uma hora depois do que estava agendado. A Revolução Industrial trouxe luzes led nas roupas das suas figuras de destaque, a surpresa que a organização estava a guardar em segredo até ao momento e que terá motivado o atraso.

“Do carvão ao LED, do pistão ao IPAD. É a história da industrialização do mundo iluminando a Escola de Samba Tropical” foi este o lema que foi levado pelo grupo às ruas do Mindelo. Com cerca de 800 figurantes, três andores e 14 alas, o desfile contagiou tudo e todos.

O Samba Tropical começou a contar a história no século XIX com as máquinas a vapor da primeira revolução industrial, na segunda o destaque foi para os transportes e a terceira terminou com um carro futurista com muita iluminação e fantasia. Um enredo que foi desenhado por Fernando Morais e por David Leite.

O grupo fez apenas uma volta com partida no Pont D'Água, a zona de concentração, ao som de "Samba Led" composto por Constantino Cardoso. Depois de dada a volta à Praça Nova o desfile seguiu ao som de o "Tempo de Carvôn" de João Carlos Silva.

O presidente da Câmara, Augusto Neves, e o Ministro da Cultura, Mário Lúcio, foram algumas das figuras de destaque a acompanhar todo o espectáculo nos palanques. O público aplaudiu a apresentação do Samba Tropical. No entanto, as alas finais chegaram já pouco animadas à rua Baltasar Lopes, sendo que o segundo carro não conseguiu emitir som.

A noite terminou com o habitual baile no hotel Porto Grande ao qual o Mindelo aderiu em grande.

Veja as fotos do desfile


Veja o vídeo da batucada:


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