Gaviões de Hortelã foi o primeiro grupo a desfilar na avenida de Morro Curral, que, sob o enredo “Piratas nas Aguas de Yemanja“, ostentado em nove alas e dois carros alegóricos, fez uma homenagem ao oceano, chamando a atenção para a protecção dos mares.

O presidente do grupo Gaviões, José do Rosário, também conhecido por Zeca, destacou o enorme esforço feito pelo grupo, para poder sair às ruas este ano, uma vez que, conforme sublinhou, o nível e a qualidade da festa do Rei Momo na ilha, vão se elevando a cada ano.

“Fizemos um orçamento de dois mil e tal contos, mas não conseguimos atingir nem metade da verba, não ajuda em nada, mas com o esforço de todo o staff, foi possível sairmos à rua para abrilhantar o Carnaval no Sal, explicou.

“Conseguimos colocar bom trabalho nas ruas, toda a gente gostou, o público gostou, isto para Gaviões é suficiente”, exteriorizou.

Patchê Parloa foi o segundo e último grupo a entrar no “sambódromo” do Morro Curral, brindando o público com o enredo “Amazónia e as suas raízes”, tendo desfilado, igualmente, com dois carros alegóricos, seis alas e mais de 400 foliões.

Segundo Nuno Santos, presidente do Patchê Parloa, não obstante alguns constrangimentos, o grupo apresentou “mais um grande Carnaval”.

“Valeu a pena o esforço de todo o staff que colaborou até o último minuto. Este é um resultado espectacular, colocar um trabalho destes nas ruas não é fácil, sobretudo na ilha do Sal, onde ainda não há abertura de pessoas em apoiar e abraçar esta manifestação cultural”, desabafou.

“Mas pouco a pouco vamos conseguindo. Colocar uma multidão desta nas ruas(…), dá satisfação enorme”, sublinhou.

Por sua vez, o edil Júlio Lopes, manifestando-se satisfeito com o que viu, com o nível e a qualidade do carnaval apresentado no Sal, parabenizou mais uma vez os dois grupos que estiveram nesta competição carnavalesca.

“Este é o maior Carnaval de sempre da ilha do Sal. É a maior enchente. Nunca tivemos um Carnaval com tanta gente, com esta rua completamente cheia. Estamos com dois grupos carnavalescos de alta qualidade“, frisou, observando a “grande folia”, a alegria e energia dos figurantes, das pessoas, desde os pequenos aos mais graúdos.

Considerando os custos que o Carnaval implica, e o impacto que deverá ter como produto turístico, Júlio Lopes apela às entidades, empresas públicas e privadas, hotéis, a apoiarem mais esta manifestação cultural.

“Apelo a todas as entidades públicas e privadas a apoiar o Carnaval no Sal, para que a cada ano possamos ter um carnaval melhor, não só como elemento de cultura, mas também como elemento da nossa oferta turística“, desafiou, concluindo.

Hoje, quarta-feira de cinzas, será a vez da cidade turística de Santa Maria receber o desfile dos dois grupos oficiais, a partir das 15:00, na Avenida dos Hotéis, onde será conhecido o vencedor do Carnaval Sal 2020, e atribuído os prémios individuais e coletivos.

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