Segundo o presidente do grupo Intervila, José Carlos Fernandes, o carnaval deste ano vai ser o “pior” da Praia. “Vai ser um retrocesso. Este ano não há condições, por mim, podiam fazer um carnaval sem concurso”.

Mesmo sem condições, a mesma fonte revelou ao SAPO que o grupo já começou com os preparativos e que vai levar às ruas seis alas e dois carros alegóricos. Este ano o grupo vai sair na Avenida Cidade Lisboa com o enredo “Mundo e fantasia”.

Para José Gomes “Breu”, responsável do grupo Vindos de África, bicampeã do carnaval da Praia, “os patrocínios são uma doença crónica da Praia”.  

“Estamos a trabalhar com reciclagem e a fazer gestão do nosso fundo para não ficarmos a depender do Ministério da Cultura. O carnaval da Praia precisa de mais respeito”, salienta.

“Direitos Humanos” é o tema escolhido pelo grupo que pretende levar 10 alas para a Avenida Cidade Lisboa. O grupo já iniciou os preparativos e desde o dia 23 de dezembro está a ensaiar.  

O responsável do grupo Acarinhar, Teresa Mascarenhas, afirma que “como todos os anos” vão marcar presença no carnaval. O grupo deverá sair sob o lema “A vida é um jogo” e as crianças da instituição vão levar um baralho de cartas para a Avenida Cidade Lisboa.

”A vida tem altos e baixos. Não podemos cruzar os braços perante as nossas dificuldades, sem lutar. Em jogos há vitórias e perdas, mas quando perdemos temos que lutar para triunfar. Sempre podemos dar a volta por cima”, explica Teresa Mascarenhas.

Grupos propõem cancelamento da edição de 2016

Já os representantes dos grupos Estrela da Marinha, Samba Jó e Vindos do Mar afirmam que preferiam que a edição do carnaval deste ano fosse cancelada. Todos os responsáveis dos grupos dizem que os atrasos na entrega de verbas por parte dos patrocinadores são o principal motivo.

“Os grupos querem fazer uma reunião para cancelar o carnaval”, adianta o responsável do grupo Estrela da Marinha, António Dias, que já na edição do ano passado terá dito que o seu grupo não iria desfilar em 2016. Caso opte por desfilar, o grupo deverá sair com cinco a sete alas.

Já João Elias, presidente do grupo Samba Jó, diz que o coletivo “está desmotivado por causa dos patrocínios”. Por causa dos atrasos nas verbas, o grupo, que normalmente ensaia no Liceu Abílio Duarte, está a ensaiar na rua e não tem dinheiro para pagar a música produzida por Jorge Tavares.

Caso opte por sair, o responsável do Samba Jó pretende levar cinco alas e um carro alegórico e uma miniatura de carro alegórico para a avenida.

Apesar de também considerar que a edição de 2016 do Carnaval da Praia deveria ser cancelada, o responsável do Vindos do Mar, Sidney da Rosa, afirma que o grupo já iniciou a construção do andor. Este ano, o grupo poderá levar às ruas quatro alas e dois carros alegóricos.

Este ano, devido aos atentados que aconteceram em Paris, o enredo do Vindos do Mar é “França, terra de fraternidade e igualdade”.

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