A informação foi dada hoje à Inforpress, pelo porta-voz dos grupos da capital do país, Vladimir Silves Ferreira, depois de um encontro realizado terça-feira com a direcção da Associação Pró-Praia.

O objectivo dessa reunião, conforme avançou, foi para explicar, com detalhes, as razões da não participação no desfile oficial e partilhar com a sociedade civil o projecto e a perspectiva para a realização do Carnaval na Cidade da Praia.

“Também queremos ouvir da sociedade civil se concorda com o que tem sido a política cultural relativamente ao Carnaval e ver até que ponto as pessoas estão solidárias com o nosso posicionamento”, esclareceu o porta-voz.

Vladimir Silves Ferreira adiantou que tiveram “grande apoio e solidariedade”, porque “perceberam perfeitamente a razão da nossa luta e saímos confiantes de que esta associação é uma força que ganhamos a favor desta causa”.

“Vamos continuar a lutar para um Carnaval digno na Cidade da Praia, e a não participação, este ano, é oportunidade de chamar atenção para a necessidade de melhorar, porque não estamos a colocar hipótese de que o Carnaval na Praia vai acabar”, frisou.

Além da Pró-Praia, Vladimir Silves Ferreira informou que os representantes dos grupos carnavalescos da Praia vão reunir-se com associações da sociedade civil, principalmente com as de cariz regional.

Vindos de África, Estrela da Marinha, Vindos do Mar, Inter Vila e Acarinhar são os grupos que decidiram não participar no desfile oficial no Carnaval da Cidade da Praia deste ano.

Esta decisão, conforme dissera à imprensa, José Fernandes, representante do Inter Vila, veio na sequência do posicionamento do Ministério da Cultura em manter a decisão que “descrimina” o Carnaval da Praia.

O Ministério da Cultura e Indústrias Criativas (MCIC), decidiu este ano, financiar apenas os grupos de São Vicente (cinco) e São Nicolau (três) no valor de 7.200 contos.

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