Este plano de “Carnaval em segurança”, que vigorou de 27 de fevereiro até o dia 10 de março, decorreu, segundo este responsável, num clima de segurança e ordem públicas, o que faz com que a Polícia Nacional “avalie positivamente” as actividades desenvolvidas.

“Isto porque de uma forma geral não registamos qualquer ocorrência, que pudesse manchar esse clima, como já prevíamos no nosso plano”, assegurou Maurino Neves, apontando, por outro lado, dois acontecimentos de realce, ocorridos já na periferia da cidade do Mindelo, como a queda de moto na zona de Calhau, no dia 03, que resultou na morte de uma das ocupantes da motorizada e ainda um suicídio por enforcamento, no dia 05, na zona de Ribeira de Julião.

Ainda nestes dias, a Polícia Nacional, conforme o também comandante da Esquadra de Investigação e Combate à Criminalidade, em Fonte Inês, respondeu a 810 solicitações de emergência, apresentou 29 indivíduos ao Ministério Público e 215 foram conduzidos para identificação e 17 para averiguações. Na via pública foram abordadas e revistadas 975 pessoas.

Quanto ao trânsito, as forças policiais, segundo a mesma fonte, aplicaram 31 coimas, registaram 35 acidentes e fiscalizaram 145 viaturas.

Estes números registados, que ainda assim, di-lo Maurino Neves, não impede a PN de fazer um “balanço positivo” da festa do rei Momo no Mindelo e de enaltecer o grau civismo da população de São Vicente, mesmo no dia do enterro do Carnaval, no último domingo, em que estiveram no cortejo dos mandingas cerca de 30 mil pessoas.

Aliás, os desfiles dos mandingas foram alguns dos dias em que, segundo a mesma fonte, a Polícia esteve em “alerta máximo”, mas que, entretanto, decorreram na “mais perfeita ordem”, por ser apostar na prevenção, ao evitar que os itinerários dos grupos se cruzem e assim afastando “possíveis crispações”.

“Com base nesta colaboração, que tem sido aceite e graças aos líderes dos grupos, que têm actuado em cooperação com a Polícia temos conseguido bons resultados”, advogou o comandante, que ainda assim ressaltou alguns furtos de carteira e telemóvel ocorridos no seio da “grande multidão”, devido a alguma “falta de cuidado” das pessoas.

O plano “Carnaval em segurança” vigorou por cerca de 15 dias, em que além de contar com “todo efectivo”, a Polícia Nacional teve o apoio da corporação da Primeira Região Militar, nos dias de maior afluência.