Abraão Vicente, que falava hoje à imprensa, na Cidade da Praia, reagia deste modo à decisão dos grupos carnavalesco da Praia, que recentemente imitiram um comunicado informando à Câmara Municipal e ao Ministério da Cultura de que não iriam desfilar este ano nas ruas da Capital, manifestando assim o seu descontentamento face ao anúncio do ministério através de um edital de que os apoios este ano ao Carnaval seriam centralizados em São Vicente e São Nicolau, num total de sete milhões de escudos.

Segundo o ministro, quando se fez o encontro entre o Governo, Câmara Municipal da Praia e representantes dos grupos carnavalescos, alguns manifestaram na hora o seu pesar por não poderem desfilar este ano, visto que não tinham projetos para o efeito.

Dos grupos em apreço referiu apenas ao Acarinhar, afirmando que os outros que apareceram agora com esta nova decisão “estão a deixar ser influenciados”.

“Nós nos pautamos pelo diálogo, mas nunca cedemos a chantagem, principalmente vindo da parte de pessoas que abandonaram a sala quando se estava a chegar a um consenso”, afirmou.

Vindos de África, Estrela da Marinha, Vindos do Mar, Inter Vila, Acarinhar e Samba Djô são os grupos que decidiram não participar este ano do desfile oficial do Carnaval na Cidade da Praia.

Conforme explicou em conferência de imprensa realizada na terça-feira, 17, José Fernandes, representante do grupo Inter Vila e porta-voz dos grupos carnavalescos da Praia, esta decisão vem na sequência do posicionamento assumido pelo Ministério da Cultura e que insiste em mante-la, pelo que consideram que a mesma “descrimina” e deixa de fora o Carnaval da Praia.

O Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas (MCIC), tornou público que este ano vai financiar apenas os grupos carnavalescos de São Vicente (cinco) e São Nicolau (três) no valor de 7.200 contos.

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