Um dos primeiros a chegar foram os Mandingas de Espia, que trouxeram consigo os “homens de lama”, figura antes bem característica do Carnaval mindelense, mas, que começa a entrar em desuso.

Seguiu-se o Grupo São Pedro, que tendo como aliado os mais pequenos ressaltou “the power” (a força) desta localidade periférica da ilha de São Vicente, com seu lado piscatório e a sua religiosidade.

Já o grupo Mirim de Monte Sossego veio com os seus cavalos, damas e cavaleiros em “ponto pequeno” para fazer uma chamada de atenção sobre e necessidade de se escovar os dentes.

Mama Gelod, Mandingas de Fonte Filipe e Mandingas do Lixão também se fizeram presentes, sendo que este último, trazendo como bandeira “causas sociais” alertava para a proteção das tartarugas e ainda para a luta contra a Violência Baseada no Género (VBG).

Estes dois temas, que o grupo retratou com os figurantes e até através de pequenas alegorias.

Alegria de Campinho, Panela n’Lume, da zona de Bela Vista, também não faltaram ao chamado para participar da folia, neste domingo, em que ainda se destacou os Mandingas de Ribeira Bote, com toda a sua “comitiva” de homens e mulheres de saiote e ainda a grande multidão que os segue.

Numa tarde de muita animação e criatividade houve ainda espaço para outras reflexões como o “luxo” e ainda a “escravidão” e outras ideias, que parecem brotar da cabeça dos mindelenses, tal como os próprios cabelos.

Nestes dias, em que não há lugar para canseira e sanvicentinos pintam as suas camas de fresco, a folia segue-se nesta segunda-feira à tarde com os desfiles, na maioria, das escolas secundárias e à noite com a “majestosidade” da Escola de Samba Tropical, que prevê estar nas ruas a partir das 21:00.

Isto sem falar das festas de Carnaval, que acontecem durante todo este fim de semana e até à terça-feira.