O grupo carnavalesco Maravilhas do Infinito, que desfila pelo segundo ano consecutivo nos grupos oficiais, quer fazer história no Carnaval da Praia.

“No ano passado, ficamos em segundo lugar e ganhamos na categoria de Melhor Carro alegórico. Este ano queremos arrecadar pelo menos quatro prémios. Seria justo. Queremos fazer história nos grupos oficiais”, diz o presidente do grupo, Anilton “Anita” Borges.

“Uma viagem ao cinema num sonho infinito” é o enredo do grupo de Achada Grande Frente que vai ser retratado em 10 alas e 2 carros alegóricos. “Vamos levar no mínimo 300 figurantes para a Avenida Cidade de Lisboa. Os praienses gostam de brincar o Carnaval, mas não gostam de pagar os trajes”, diz e afirma que os trajes custam no entre dois e os 5000 mil escudos.

A mesma fonte revela ao SAPO que trouxe alguns profissionais de São Vicente para dar outro brilho aos trajes e ao andor do grupo. “Queremos dar mais vida e levar mais brilho para a Avenida”.

A música do grupo, que desfila em 6º lugar na Avenida, intitula-se “Sétima Arte” e é da autoria do compositor Jotacê e foi gravada no estúdio de Ivan Medina.

Os ensaios do grupo arrancaram desde o dia 19 de janeiro em Achada Grande Frente e decorrem das 19h00 às 22h00. Anita lamenta que os ensaios estejam a decorrer num espaço sem iluminação já que o grupo está à espera que a Electra faça a instalação da rede eléctrica. “Com ou sem electricidade, vamos rumo ao primeiro lugar no Carnaval”, garante.

No que tange ao financiamento, Anita diz que já receberam a primeira tranche disponibilizada pela Câmara Municipal da Praia e estão a aguardar pelo montante restante que será disponibilizado quando os grupos apresentarem as devidas contas.

Segundo o presidente do grupo, a cidade da Praia tem o melhor sambódromo do país e se o carnaval for idealizado mais cedo, a capital do país pode vir a ter um Carnaval idêntico ao do Mindelo.

“O Carnaval na Praia já evoluiu muito e espero que continue a evoluir para um Carnaval de referência. Para isso a Câmara Municipal, entidades no geral e os grupos precisam de repensar a festa do Rei Momo”.

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