O Estrela Azul vai homenagear a Índia no carnaval deste ano com o enredo “Rumo à índia em busca dos poderes dos Deuses”.  “Vamos basear-nos na história dos monumentos da Índia. Pretendemos levar oito alas e cerca de trezentos figurantes para a avenida”, diz o presidente do grupo, Alíbio Brito.

No que diz respeito às figuras de destaque do grupo, o líder do grupo diz que o rei vem dos Estados Unidos da América e a rainha vive na cidade da Praia.

Alíbio Brito revela ao SAPO que já se iniciaram os preparativos para o desfile e que estão a decorrer a bom ritmo. “Neste momento, estamos engajados nos trabalhos no estaleiro e já começamos os ensaios com a batucada”, diz e acrescenta que os ensaios gerais vão arrancar dentro de duas semanas.

No que tange aos patrocínios, Alíbio Brito revela que ainda não receberam a primeira tranche da verba disponibilizada pelo Ministério da Cultura e Indústrias Criativas (MCIC), bem como da Câmara Municipal da Ribeira Brava.

É de realçar que este ano, o MCIC vai disponibilizar 900 mil escudos para o grupo Copa Cabana que celebra este ano o 75º aniversário e os grupos Estrela Azul e Brilho de Zona vão receber 650 mil escudos cada.

Segundo o líder do Estrela Azul, a divisão da verba disponibilizada pelo MCIC gerou polémica na ilha, visto que, no ano passado cada grupo recebeu 800 mil escudos.

“Este ano, o ministro da Cultura resolveu dar destaque ao Copa Cabana que comemora 75 anos de existência, mas nunca existiu diferença em termos dos patrocínios, no Carnaval da ilha. Em São Nicolau não se faz um concurso oficial, por isso acho que a verba tem de ser dividida de igual por igual”, diz indignado.

Além do atraso na entrega da primeira tanche, Alíbio Brito afirma que o grupo está a enfrentar várias dificuldades no que tange aos problemas dos transportes de ligação à ilha, bem como nos veículos para o transporte dos andores.

“A maioria dos materiais que usamos é oriunda de São Vicente e Santiago e não ter nem transporte marítimo nem aéreo, de forma regular, dificulta o trabalho. Desde o ano passado, temos tido dificuldades em arranjar veículos para transportar os andores e corremos sérios riscos de sair sem andor”, diz.