A câmara do Maio esclareceu hoje, através do vereador da Cultura, Queita Santos, que a organização dos grupos deve ser assumida pela sociedade civil, a quem insta a “um maior rigor organizativo”.

Mesmo assim, o responsável indicou que autarquia encontra-se a “envidar esforços” para que os maienses   tenham uma tarde com muita animação na terça-feira de Carnaval, 05 de março.

Queita Santos explicou que relativamente à ausência dos grupos oficiais, tal como aconteceu em 2017 e 2018,  a autarquia solicitou os projetos aos grupos, em novembro passado, tendo recebido um único projeto de um grupo oficial.

Mesmo assim, garantiu que consideraram o projeto para efeitos de subsidiação, integrando o grupo na grelha de desfile de animação.

No entanto, durante uma reunião com os responsáveis do grupo Dunas, de Morrinho, o vereador disse que ficou surpreso quando soube da desistência desse grupo, que alega não possuir “recursos suficientes”, além do subsídio garantido pela câmara municipal.

Segundo o autarca, o desfile deste ano vai animar a Avenida Amílcar Cabral, na Cidade do Porto Inglês, bem como as ruas da Vila da Calheta e da comunidade de Morrinho, com a participação de oito grupos, nomeadamente, cinco grupos espontâneos de animação e três provenientes do sistema de ensino, do pré-escolar ao secundário.

“Associamos à festa do Carnaval, uma vez mais, a já tradicional feira de Cinzas, no dia 04 de março, para promover a comercialização dos produtos típicos para a confeção do tradicional almoço de quarta-feira de cinzas”, sublinhou.

A novidade este ano, precisou, é um concerto/baile de Carnaval, na noite de terça-feira, 05 de março, um espetáculo que resulta de uma parceria com a Universidade de Santiago, no âmbito da 10ª edição do projeto Rotas US que, este ano, volta à ilha do maio.

Queita Santos aproveitou para voltar a apelar aos grupos para se organizarem e iniciarem os trabalhos preparativos com “a devida antecedência” para que a câmara, enquanto promotora, tenha condições para apostar ainda mais no Carnaval.

“Para isso é importante termos propostas com a devida antecedência”, concluiu.

A nível do orçamento, a autarquia avançou que o valor global ascende aos 600 mil escudos, dos quais 450 mil correspondem ao financiamento disponibilizado pela câmara do maio e 200 mil do incentivo do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas.

Apesar de não haver concurso, por via da não participação de grupos oficiais, todos os grupos vão ser subsidiados com o valor global de 350 mil escudos.

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