O grupo de animação Bididó, do bairro de Vila Nova, vai recuperar uma tradição antiga da cidade da Praia na festa do Rei Momo.

“A geração da década de 1990 não sabe o que é Bididó, então o nosso objetivo é resgatar esta tradição que caiu em desuso. Até porque a palavra Bididó já não existe nos registos”, afirma Hermem Freire, representante do grupo.

Segundo a mesma fonte, Bididó é um nome que surgiu antes da independência para designar uma pessoa mascarada, bem como para fazer troça de alguém. “Antigamente, não existia o carnaval na Praia, então as pessoas mascaravam-se e saíam à rua”, salienta.

 De acordo com Hermem, roupas velhas e rasgadas, uma barriga e nádegas enormes, uma bengala e ainda um cofre na mão são as principais características do Bididó. "Antigamente, as pessoas usava a bengala para se defenderem".

O grupo de animação Bididó vai percorrer vários bairros da cidade da Praia. O desfile do coletivo arranca neste sábado, 18, em Safende e Vila Nova. Na véspera do carnaval, será a vez de Fazenda, Paiol, Lém-Ferreira, Várzea, Bela Vista, Tira-Chapéu, Achada Santo António, Plateau e Ponta Belém receberem o desfile.

No dia do Carnaval, o coletivo vai desfilar na Avenida Cidade Lisboa e depois dos desfiles oficiais vai realizar um baile no Parque 5 de Julho. “Cerca de 50 figurantes vão participar no desfile”, revela.

No que se refere a patrocínios, Hermem revela que receberam apoio de algumas rádios da Praia, do grupo Raíz de Polon, do qual alguns elementos vão participar no desfile, da empresa CV Móvel e da Câmara Municipal da Praia.

É de realçar que os ensaios do grupo arrancam na próxima segunda-feira, 20, pelas 18h00, no  Plateau, e são abertos ao público. “Vamos ter um ensaio com o Manu Preto, do grupo Raiz di Polon”.

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