O Mar Azul destronou assim o Fogo em Chama, vencedor da edição de 2018, que este ano se posicionou em segunda posição, com 1674 pontos, menos 43 ponto que o vencedor.

O Mar Azul, que com o tema retratou o surgimento do primeiro homem em África, demonstrando que todos somos africanos, transmitindo assim a mensagem contra qualquer fora de racismo, mas também retratou a memória dos grandes reinos africanos e a diversidade e riqueza da natureza do continente negro, com todo o seu fascínio.

Através dos carros alegóricos, coreográfica, dança e música, cativou o júri que atribuiu assim ao grupo primeiro lugar, o sexto título conquistado pelo Mar Azul nos últimos anos, dominando assim o Carnaval em São Filipe.

Além do primeiro lugar, Mar Azul conquistou ainda quatro dos seis prémios individuais, nomeadamente de porta-bandeira (Paula Barbosa “Keliza”, rainha de bateria (Mizé), carro alegórico e música de autoria de Fausto Rosário e Renato Gonçalves Tiny, com interpretação de Zuleica Rosário e arranjo de Cristiano Alves.

O Fogo em Chama ficou na segunda posição e levou os prémios de melhor rei (Willian Silva) e rainha (Camila Veiga).

Renato Gonçalves Tiny, presidente do grupo Mar Azul, mostrou-se satisfeito com a vitória e disse que o grupo trabalhou neste sentido, apesar de reconhecer que a diferença entre os dois grupos era mínima e que quer o seu grupo quer de Fogo em Chama apresentaram um Carnaval de bom nível.

Mário Djack, um dos responsáveis do Fogo em Chama, disse que o grupo deve aceitar o resultado por representar o critério e a vontade do júri, embora considere que o seu grupo merecia outra classificação.

O Mar Azul tem direito ao valor de 150 mil escudos e Fogo em Chama 120 mil escudos e os prémios individuais são de 15 mil escudos cada.

Numa espécie de sondagem realizada junto das pessoas que assistiram ao desfile, sobretudo adolescentes/jovens, a maior parte atribuía vitória ao Fogo em Chama e à semelhança do ano passado a decisão do júri vai em contra-mão com a opinião das pessoas.

Em relação à qualidade do Carnaval, algumas pessoas ligadas ao sector da cultura opinam que há uma nítida quebra na qualidade da festa do Rei Momo.

Segundo Fausto do Rosário, sem os grupos Faxa da Terra e Cobom, que este ano não participaram nos desfiles, a qualidade e a competitividade são maiores.

Este disse que vai propor à Câmara de São Filipe a criação de uma comissão permanente do Carnaval, constituída por representantes dos quatro grupos oficiais e mais um elemento de grupos espontâneos, vereador da Cultura e comandante da Policia Nacional, para uma melhor organização do evento na cidade de São Filipe.

Embora este ano a presença de pessoas que assistiram ao desfile tenha sido menor do que no ano passado, mesmo assim calcula-se que muito mais de cinco mil pessoas da cidade e do interior da ilha assistiram ao desfile, sendo que muitas delas começaram a concentrar-se na avenida duas horas antes do inicio do desfile.

Igualmente o largo junto à escola central foi transformada num espaço de comércio, com varias pessoas a instalarem os seus negócios de “comes e bebes”, aproveitando o Carnaval para fazer o negócio.

Além de São Filipe, esta tarde realizou-se desfie oficial na cidade de Igreja, Mosteiros, com três grupos (Surpresa de Queimada Guincho, Strela Negra de Queimada Trás e Unidos de Fonsaco), além de grupos de animação, depois de na tarde de segunda-feira ter sido realizado desfile na cidade de Cova Figueira (Santa Catarina) com dois grupos (Nova Geração de Achada Furna e grupo do complexo educativo Eduardo Gomes Miranda).