Além do grupo Mar Azul, do bairro de Beltchés, vencedor do ano passado, e do Fogo em Chama, que participaram na última edição do Carnaval em São Filipe, este ano está de regresso, depois de dois anos de ausência, o grupo Faxa da Terra, do bairro III Congresso.

O responsável do grupo Faxa da Terra, Victor Gonçalves, disse à Inforpress que este regresso depois de dois anos representa “muita atitude” e união de novo no grupo, salientando que o grémio tem uma equipa de trabalho.

“Faxa não deve ficar fora do Carnaval, porque Faxa é Carnaval do Fogo, está na história do Carnaval e como muitas pessoas estavam a pedir, resolvemos constituir uma equipa forte de trabalho para participar e ganhar”, disse Victor Gonçalves, indicando que o grupo tem um “tema excelente” e está a trabalhar para um bom Carnaval e para ganhar.

Este, à semelhança dos responsáveis dos outros grupos, não revela por agora o tema a ser retratado, mas avançou que “é bastante pertinente, dá chance de trabalhar muita coisa actual da história de Cabo Verde” e por isso acha que o grupo vai fazer um “grande Carnaval” este ano.

Os ensaios estão a decorrer normalmente e esta semana começa, de forma mais séria, com dança e músicas novas, afirmou o responsável, indicando que em temos de andores o grupo já tem dois dos três andores prontos e já começou a trabalhos na parte de andor de rainha e no caso de terminar mais cedo e houver chance de fazer mais um andor pode desfilar com quatro andores.

Victor Gonçalves disse que o grupo está a trabalhar com fundo próprio, mais os 100 mil escudos disponibilizados pela Câmara como uma primeira tranche, faltando uma segunda de 50 mil escudos.

Adiantou, entretanto, que há pessoas ligadas ao grupo, que estão fora de Cabo Verde, e que prometeram apoiar, e outras residentes que ajudam com coisas que permitem fazer o Carnaval, como carro e outros materiais, sublinhando que “há muitas pessoas a apoiar”, isso talvez porque o grupo estava parado e muitos querem ver Faxa da Terra no desfile.

Já o responsável do grupo Mar Azul, Paulo Gonçalves “Tiny”, disse que o grupo tem a responsabilidade de defender o título do ano passado e escolheu um tema que vai causar” muito impacto”, esperando que as pessoas gostem.

O trabalho, disse, está em andamento e o grupo vai apresentar um bom Carnaval, mas também não revelou o tema, assegurando que Mar Azul quer fazer um bom trabalho para encantar as pessoas na avenida no dia do desfile, sendo que o Mar Azul vai contar com o mesmo número de figurantes do ano passado.

O valor do subsidio atribuído, à semelhança do ano passado, é de 150 mil escudos, tendo os grupos recebidos uma parte, 100 mil escudos, faltando a segunda no valor de 50 mil escudos.

Afora o subsídio financeiro camarário, o apoio de privados é escassos e é “preciso fazer esforço” para fazer o Carnaval.

O responsável da organização do grupo Fogo em Chama, o mais antigo da cidade de São Filipe, Mário Fernandes “Mário Djack”, afirmou que o grupo está no pré-inicio e na fase de organização, sendo que o trabalho ainda “está fraco”.

Porém, este garantiu que Fogo em Chama vai estar no desfile e que não existe nenhum impedimento para que isso não aconteça, sublinhando que o grupo está na organização e preparação para arrancar com trabalho em força, com tema já definido, mas que não revelou porque pode haver ainda algumas alterações e correcções a serem feitas.

À semelhança dos outros grupos, Fogo em Chama já recebeu os 100 mil escudos da Câmara para a preparação dos trabalhos, esperando a outra parte, no valor de 50 mil, para desenvolver o trabalho e Mário Djack considera que o tempo que resta até o dia de desfile é suficiente para concluir os trabalhos e ter tudo concretizado no dia 25 de Fevereiro.

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