Em conferência de imprensa para a apresentação do alinhamento, António Lopes da Silva informou que este ano vão desfilar, no dia 25, sete grupos oficias e alguns grupos de animação, devido à dinâmica que o Carnaval vem ganhando na capital do País.

Em 2019, apenas participaram cinco grupos, mas este ano, informou, um dos grupos mais antigo da Praia, Deusa do Amor, depois de vários anos de interrupção, volta ao sambódromo na Avenida Cidade de Lisboa, e o grupo Estrela da Marinha que ficou de fora no ano passado volta a participar.

Antes do desfile oficial, no dia 23, domingo, 25 Jardins de Infância e Escolas do Ensino Básico da Praia vão para a Avenida Cidade de Lisboa brincar a festa do rei Momo.

Em termos de financiamento avançou que os grupos vão receber um montante de 800 contos (para os que tiveram uma pontuação superior a 70 por cento (%) no ano de 2019), 600 contos (pontuação abaixo de 75%) e 400 contos (pontuação abaixo de 50), de acordo com o regulamento do Carnaval aprovado no ano de 2019.

Sendo assim, Vindos D'África, Maravilhas do Infinito e SambaJó recebem 800 contos, Vindos do Mar e Bloco Abel Djassi, 600 contos, enquanto Estela da Marinha e Deusa do Amor vão receber 400 contos.

Até este momento os grupos já receberam 75% do valor global e os restantes 25% serão atribuídos depois de entregarem as justificativas do valor gasto da primeira tranche.

As escolas vão receber 300 contos cada, enquanto os jardins-infantis serão contemplados com 100 contos cada.

Neste sentido, notou, a edilidade vai investir cerca de oito mil contos com som, montagem de bancada, iluminação, impressão de material necessário para o desfile e em prémios que este ano é no valor de 1180 contos.

A novidade deste ano, segundo António Lopes da Silva, é a vinda de um grupo de animação dos Açores, Portugal, da dona Nené, mãe do antigo jogador do Benfica, Eliseu, que vai trazer um grupo de 65 pessoas para animarem o Carnaval na Praia.

Apesar das queixas dos grupos de que não tiveram apoio por parte da edilidade em termos de vedação de espaço para ensaio e para confecção dos andores, António Lopes da Silva precisou que o papel da autarquia não é fazer o Carnaval, mas sim apoiar a sociedade civil nesta iniciativa e preparar o sambódromo.

“O mais importante de tudo é preparar o sambódromo para o dia do desfile, desde bancada, iluminação, som, policia, e a própria organização do evento, tudo isto é da responsabilidade da câmara. Do resto é problema dos grupos”, retorquiu, ajuntado que cabe aos grupos organizarem-se durante o ano e não nas vésperas do Carnaval.

Este responsável espera haver mais organização, nos próximos anos, por parte dos grupos e da própria liga, criada em 2019, mas que ainda não funciona em pleno, para que o Carnaval na Praia dê um “salto maior e atraia mais turistas e traga mais alegria para a cidade”.

Contudo, António Lopes da Silva avançou que umas das decisões aprovadas no regulamento é que a partir de 2021 apenas cinco grupos é que vão participar no desfile oficial.

“Os primeiros grupos oficias que vencerem o Carnaval é que vão participar. Os restantes poderão participar na animação, porque o grande problema que se põem é que alguns grupos não se organizam atempadamente, deixam nas vésperas do Carnaval para iniciar os trabalhos, com base unicamente no dinheiro disponibilizado pela câmara”, notou.

Na sua rede favorita

Siga-nos na sua rede favorita.