Um dos grupos carnavalescos da Praia, Deusa do Amor, que começou a brincar o carnaval desde de 1978 mas que esteve parado durante muitos anos, vai homenagear a morna durante o desfile na Avenida Cidade Lisboa, com o enredo “Nós Morna”.

Já com os trabalhos avançados para celebrar a festa do Rei Momo, no dia 25 de fevereiro na Avenida Cidade Lisboa, o responsável e fundador do grupo, Luís de Oliveira Tolentino garante que Deusa de Amor está a fazer ‘um trabalho artístico para ser apreciado’.

“A Camara Municipal da Praia disponibilizou apenas 300 contos na primeira tranche da verba, uma quantia que é insuficiente para a mobilização dos trabalhos, visto que ainda há alguns pormenores que precisam de retoques”, adianta o responsável.

Luís Tolentino diz não compreender que critério foi usado pela CMP ao atribuir apenas 300 contos, como sendo primeira tranche da verba, visto que aos outros grupos foram disponibilizados 600 contos.

“É uma discriminação para nós, a CMP não nos explicou o motivo desta ação. Nós recebemos apenas 300 contos e disseram que posteriormente irão disponibilizar a segunda tranche da verba no valor de 100 mil escudos. A CMP está a marginalizar-nos em relação a outros grupos”, diz indignado.

Apesar de não ter muito apoio, adiantou, que o trabalho está a avançar a bom ritmo, graças à boa vontade dos elementos do grupo, caso contrário não sairiam no Carnaval deste ano.

Com o destaque central para a morna, o enredo do grupo Deusa do Amor para este ano, intitula-se “Nós Morna”.

“Vamos homenagear a morna, pelo facto de ser um género histórico da nossa música que é agora reconhecido internacionalmente como Património Imaterial da Humanidade. A morna é um símbolo que a Cesária Évora, “Cize”, empregou na nossa música e cultura”.

“Raiz Crioulo” é a música do grupo que vai ser interpretada pelo próprio compositor, Luís Tolentino, e ainda Zeza e Ouvídio, outros dois elementos do grupo.

O coletivo pretende levar três alas para a Avenida e uma estátua de “Cize”, a Diva dos pés descalços, que segundo Luís Tolentino, divulgou a ‘alma e o espírito da morna para o mundo’.

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