Daylene Stephany Delgado Rocha é uma mindelense apaixonada pelo Carnaval que carrega no coração o grupo Monte de Sossego. Em entrevista ao SAPO, a jovem conta como começaram as suas andanças no Carnaval.

O seu percurso na festa do Rei Momo é longo, tendo começado em 1997. “Aos 5 anos, sai num atrelado que era uma praça no grupo recreativo e cultural da Avenida de Holanda, Monte Sossego. Em 1999 fui ‘mini rainha’ e depois dei continuidade como foliã sempre no meu grupo de coração, o Monte Sossego”.

Em 2015, a jovem, que é licenciada em Ensino Básico com especialização em Educação Física, foi convidada pelo presidente do grupo António Augusto Duarte, mais conhecido por Patcha, para desfilar com uma pintura corporal. “Sempre foi o meu desejo, mas, como vivemos num mundo de críticas, fiquei um pouco tímida”, revela.

Contudo acabou por aceitar o desafio e tornou-se conhecida no Carnaval do Mindelo e no ano seguinte inspirou outras mulheres a desfilarem apenas com pintura corporal.

No ano seguinte, Daylene foi destaque de uma das alas do grupo. “Em 2017, não desfilei, mas quando o grupo passava na Avenida fiquei em lagrimas”.

Sempre sonhou em ser Rainha de Bateria. Em 2018, o Monte Sossego realizou o primeiro concurso de Rainha de Bateria do qual participou, não foi eleita, mas no ano seguinte conseguiu realiza o sonho de ser musa do grupo. Este ano vai dar continuidade ao sonho.

Diz que o feedback do público tem sido maravilhoso. “Fico lisonjeada e feliz pela força e prometo não decepcionar as pessoas. Vou dar o meu máximo”.

Prefere não falar em dificuldades, mas sim em obstáculos que sempre são superados com muito trabalho.

Em jeito de avaliação ao Carnaval mindelense, Daylene diz que a festa de hoje em dia nada tem a ver com os anos anteriores. “Houve uma grande evolução em todos os aspectos, mas no segmento de Rainha de Bateria houve uma viragem radical. Hoje há competição e todos investem muito na dança, nas fantasias, na preparação física e ensaiámos muito a coreografia a ser apresentada no dia de carnaval”.

A mindelense conclui que pretende continuar a brincar a festa do Rei Momo ainda por vários anos. “Com vida e saúde não pretendo largar o Carnaval. Ainda tenho muito para dar e receber do meu povo e do meu grupo de coração”.

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