Uma promessa feita pelo presidente do grupo, Emanuel Cabral, em declarações à imprensa na madrugada deste domingo, após desfilarem com um enredo baseado num “tema de caráter universal”, o Apocalipse. À semelhança dos outros anos, este foi mantido em segredo até a sua apresentação no Terreiro.

Justificando a escolha do tema, este responsável disse que se está a vivenciar nos dias de hoje uma sociedade “cheia de problemas”, em que as pessoas, muitas vezes, questionam o sentido da vida. Por isso, acrescentou, quiseram trazer uma reflexão para o Carnaval, retratando este assunto.

Questionado sobre o número de figurantes, que estiveram divididos em cinco alas, Emanuel Cabral respondeu que não fizeram uma contagem exata. Isto porque, até a última da hora, as pessoas continuaram a aderir. Entretanto, estima um número no intervalo de 150 a 200. Contrariamente ao ano passado, aquele responsável notou falta de pessoas no desfile.

“No ano passado foi a comemoração de uma data muito simbólica, os 75 anos do nosso grupo, houve uma adesão muito grande, sobretudo de pessoas vindas das comunidades emigradas, que fizeram com que a nossa festa assumisse uma dimensão maior”, acrescentou.

Este ano, disse, se ficou “mais a nível local”. Emanuel Cabral trouxe ainda à tona o facto de que muitos jovens, que perfilam nos desfiles, terem saído para outras ilhas e de outros que não desfilaram por causa do preço das roupas que, inclusive, sofreram um decréscimo este ano.

Sobre o desfile desta madrugada, este conviva referiu que o primeiro dia é sempre um teste. Por isso prometeu a correção das “pequenas falhas” cometidas e brilhar “ainda mais” nos desfiles de logo à noite e de terça-feira de Carnaval.