A bióloga e coordenadora do projecto de conservação de tartarugas marinhas, Carla Lopes, avançou à Inforpress que o desfile enquadra-se no projecto de educação ambiental que esta associação está a desenvolver em todas as escolas e jardins infantis da ilha.

Sublinhou ainda que o desfile é uma parceria com o agrupamento um de São Filipe que envolve a escola secundária Dr. Teixeira de Sousa e as escolas básicas Pedro Cardoso, Santa Filomena e Cobom.

Segundo a mesma, cada escola vai representar um dos projectos que a associação está a trabalhar, neste momento, e que tem a ver com conservação de tartarugas marinhas, de aves marinhas de Cabo Verde, de plantas endémicas e repteis terrestres.

Além da organização do desfile que está sendo ultimado, o Projecto Vitó, no quadro da educação ambiental já realizou palestras nas quatro escolas secundárias da ilha, nomeadamente Teixeira de Sousa e Pedro Pires (São Filipe), Eduardo Gomes Miranda (Santa Catarina) e liceu dos Mosteiros, assim como outras escolas e os jardins infantis de São Filipe.

Nesses estabelecimentos escolares e jardins de infância fez-se a apresentação dos projectos em execução e a demonstração dos trabalhos realizados para despertar a atenção das crianças e adolescentes/jovens para área de biologia e de voluntariado com o Projecto Vitó, além de transmissão de mais conhecimento.

Neste trabalho de sensibilização e consciencialização do uso responsável do meio ambiente, os técnicos da associação transmitem informações sobre a conservação das plantas endémicas, tartarugas marinhas e das aves marinhas de Cabo Verde, sendo que numa das palestras com crianças dos infantários procedeu à distribuição do livro de colorir intitulado “as aves da Baia do Inferno”, produzido pela Lantuna em parceria com o projecto Vitó, Bio-tur, Ministério da Agricultura e Ambiente, PNUD e GEF.

O Projecto Vitó realizou igualmente a pintura mural na escola secundária Dr. Teixeira de Sousa e está a ultimar os preparativos para o concurso de desenho e poesia sobre a biodiversidade da ilha do Fogo em todas as escolas da ilha.

No quadro do projecto de conservação das tartarugas marinhas e graças ao resultado obtido na época de desova de 2019, a coordenadora do projecto de conservação das tartarugas, Carla Lopes, e o director executivo do projecto, Herculano Dinis, ganharam uma bolsa para assistir à conferência internacional sobre tartarugas marinhas que decorre de 14 a 21 de Março, na Colômbia.

A título exemplificativo, na época de desova de 2019 cuja actividade centralizou na ilha do Fogo e no Ilhéu de Cima, foram identificados 2.156 rastos, 1.167 ninhos e 91 tartarugas marcadas no Ilhéu de Cima, e 973 rastos e 325 ninhos identificados na ilha do Fogo, trabalho que leva a equipa a participar na conferencia, além de conseguir o financiamento para a segunda fase do projecto, assegurado pela Fundação Mava e com duração de três anos.

No ano passado a equipa do Projecto Vitó procedeu ao levantamento geográfico de todas as praias onde trabalhou a conservação de tartarugas marinhas, tanto na ilha do Fogo como no Ilhéu de Cima, tendo sido catalogadas 22 praias no Ilhéu de Cima e 15 na ilha do Fogo onde ocorre a desova.

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