Em declarações à Inforpress, o presidente do grupo, Gamal Mascarenhas Monteiro, disse que pretendem levar para a avenida “o colorido com função educativa” para que as pessoas possam reflectir sobre a história e a cultura cabo-verdiana.

“O grupo sempre retrata a história de Cabo Verde para mostrar aos cabo-verdianos a nossa verdadeira história e identidade que muitas vezes estão escondidas. Existem muitos aspectos que são da herança africana, como música, dança, gastronomia, mas os cabo-verdianos não sabem a sua verdadeira história por de trás disso”, disse.

Gamal Mascarenhas Monteiro informou que ainda não receberam o contributo da edilidade, mas acredita que ainda esta semana vão receber o montante de 100 mil escudos.

Entretanto, considera que o referido montante “é uma vergonha” face aos trabalhos e empenho dos grupos carnavalescos da Praia, ao se constatar, segundo informações que obtiveram, que os grupos de São Vicente e São Nicolau vão receber 1000 contos, cada.

Conforme avançou, para o desfile deste ano, o Bloco Afro Abel Djassi pretende mobilizar 300 figurantes, distribuídos por quatro alas principais e sub alas.

Explicou ainda que os preparativos estão a caminho, os trajes estão a ser confeccionados, os ensaios estão a decorrer em dois horários, uma de manhã e outra a noite, e vao contar também com a participação de um grupo cultural da Praia.

De acordo com este responsável, estão a equacionar também a possibilidade de poder levar à  Avenida Cidade de Lisboa dois carros alegóricos, dependendo da reposta da Enapor, empresa que disponibiliza os atrelados aos grupos da Cidade da Praia.

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