O líder do grupo Gaviões, José do Rosário, adiantou, em entrevista à Inforpress, que a direcção já comunicou à Câmara Municipal do Sal e ao Grupo Patchê Parloa que este ano vão participar na festa do Entrudo, mas sem a ideia de competição, como já é hábito.

“Uma vez que somos só dois grupos, não queremos que haja concurso, visto que tem vindo a acontecer algumas coisas que não nos têm agradado“, justificou, Zeca como é também conhecido.

O responsável garante que não obstante terem tomado essa decisão, o grupo que tem como o enredo “Piratas nas Águas de Yemanjá“, vai “sair forte” e abrilhantar, como todos os anos, o carnaval na ilha turística.

“Sairemos para dar brilho ao carnaval salense mesmo sem concurso“, realçou.

Entretanto, José do Rosário espera que o valor dos prémios, que seria atribuído no concurso, pela Câmara Municipal do Sal, seja transformado em incentivos para ajudar a pagar as despesas.

Por outro lado, Nuno Lopes, presidente do grupo Patchê Parloa, que terá como tema, “Amazonas e as suas raízes“, vai contra a decisão do “rival” Gaviões, uma vez que, conforme disse, “há muito tempo” que vêm lutando para obter apoios do Governo e quando “aparece uma luz de esperança, eles entram em recessão“.

“Poderá não haver competição, mas entendemos que os prémios individuais deveriam manter-se“, defendeu, avançando, todavia, que esta decisão não está, totalmente, assente.

“Pois, aguardamos um encontro com o presidente da Câmara Municipal e o director da Cultura, para clarificar o assunto”, informou.

Gaviões e Patchê Parloa são os dois grupos que têm participado com maior regularidade no carnaval salense, prometendo sair com mesmo nível de qualidade e brilho dos anos anteriores.

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