A Escola de Samba Tropical (EST) conseguiu com o seu desfile aquecer a noite fria desta segunda-feira, 12, em Mindelo.

O grupo deu início ao desfile pouco depois de a hora marcada, 21 horas, apesar de alguns constrangimentos no momento de organizar os foliões à frente da Praça Dom Luís nomeadamente a demora do fecho da rua para circulação de viaturas.

Cerca de 1000 pessoas compuseram o desfile, divididas em diversas alas que contavam partes da história da homenageada Cesária Évora. “Nôs Diva”, “Brasilim”, “Cabo Verde Terra Estimada”, “Rainha da Morna”e “Rosas de Cize” foram algumas delas.

A EST contou com dois carros alegóricos. Um primeiro que reproduzia o célebre Café Royal e o outro que prestigiava a morna. Todo o desfile foi pontuado por vários detalhes que direta ou indiretamente faziam lembrar Cesária Évora e até mesmo o arquipélago.

A bateria, por exemplo, que formava a bandeira de Cabo Verde através das cores dos trajes dos seus elementos. Bateria que este ano, aliás, não foi comanda como habitualmente por Mick Lima mas sim por um pupilo deste, Cabol Gomes.

Em 2018, a Escola teve como porta-bandeira a neta de Cize, Janete Évora, que cativou o público com a sua elegância e simpatiza merecendo muitos aplausos logo à entrada da Rua de Lisboa. Esteve acompanhada pelo mestre-sala Fredy Sousa que reside no Luxemburgo.

Já o posto de rainha de bateria foi assumido por Lita Morena que captou a atenção do público com a sua energia contagiante e muito samba no pé.

O desfile foi acompanhado do início ao fim com o tema “Tchon Sagród”, composição de Jotacê e Anísio Rodrigues.

De salientar que a Escola de Samba Tropical contou este ano com muitos turistas, estrangeiros, nacionais que residem em outras ilhas e emigrantes, no desfile. Desfilaram igualmente alguns rostos conhecidos do nosso panorama musical como Diva, Zé Delgado, Dudu Araújo, Dulce Matias e Fantcha.

A primeira volta do grupo terminou já perto da meia-noite na Praça Nova. As ruas estiveram repletas de gente, quer nas bancadas quer nos passeios e ruas transversais.

No final, David Leite, presidente da EST, estava satisfeito e emocionado com o desfile do grupo e com o feedback do público mindelense. “O desfile foi mágico e emocionante. Viemos à avenida com emoção, mas, também, com algum receio dado o peso do nosso enredo mas assim que entrámos na avenida descontraímos porque conseguimos sentir a vibração do público”, disse ao SAPO.

Como habitualmente, o desfile foi seguido do Baile Monumental num dos hotéis da cidade.