Com apenas um posto de venda, na Praça Amílcar Cabral (Praça Nova), para a disponibilização dos bilhetes para os assentos para se ver o desfile de Carnaval, já se provocou algum tumulto nesta manhã na cidade do Mindelo.

Foram várias as pessoas que acederam ao local, algumas até de madrugada para conseguir comprar o bilhete, de preferência na Rua de Lisboa, considerado o melhor local, já que é ali que os grupos começam os desfiles a todo gás.

Este é o caso de João Silva que disse estar na fila desde as 06:00, e acredita que só um posto de venda é “muito pouco”.

“Ter de sair de casa tão cedo e ficar depois à espera é cansativo, se colocassem dois ou três lugares seria mais fácil”.

Elisângela Lima está na Praça Nova desde as 07:45, mas consciente que as vendas só seriam abertas às 10:00.

“Eu vim cedo, porque queria encontrar um lugar na Rua de Lisboa”, disse esta cidadã que, no entanto, acredita que seria “melhor” outros lugares de venda.

Nilton Gomes bem mais crítico, pergunta porque é que a Liga Independente dos Grupos Oficiais do Carnaval de São Vicente (LIGOC-SV) não disponibilizou os ingressos aos grupos pertencentes à associação ou então aos lugares habituais para estes tipos de venda.

“Porque isto é um massacre ao povo, porque muita gente já não vai conseguir os bilhetes com esta fila de mais de 500 metros”, criticou, questionando se se voltou ao “tempo do colonialismo”.

Entretanto, o vice-presidente da LIGOC, Nuno Sérgio, explicou à Inforpress, que neste momento estão a vender apenas os números referentes às bancadas que já estão montadas.

“Não vamos vender mais do que isso, e pelo número dos [lugares] que estão montados, podemos fazer um só posto de venda”, disse este responsável, que avançou um número à volta de 1600 bilhetes, por agora.

Depois, segundo a mesma fonte, vão ser vendidos os referentes às restantes bancadas da Rua Baltazar Lopes (Rua Machado), que deverão estar prontas nesta sexta-feira e o mesmo acontecendo às da Praça Nova.

“Porque este ano estamos a contabilizar os lugares e vender somente os que estão montados”, ajuntou, adiantando estar-se a evitar a sobrelotação verificada no ano passado, por causa, assegurou, das pessoas levarem crianças, na condição de free, que não são de colo e que ocupam espaços.

Por isso, conforme Nuno Sérgio, agora as crianças a partir dos cinco anos vão pagar bilhete para ocuparem os seus assentos.

Por outro lado, segundo a mesma fonte, não estão muito preocupados com a fila, uma vez que as pessoas são “ordeiras e pacíficas” e a venda, que começou justamente na hora marcada, às 10:00, vai prosseguir até quando não tiverem mais bilhetes, e depois poderão continuar nesta sexta-feira, conforme o término da montagem das bancadas.

Quem quiser assistir ao desfile de Samba Tropical, na segunda-feira, 04, e o desfile oficial de terça-feira das bancadas da Rua de Lisboa, paga dois mil escudos pelos dois dias.

O lugar individual nas bancadas que vão ser também instaladas na Avenida Baltazar Lopes da Silva custará 500 escudos/dia e, o da Praça Nova terá preço de 300 escudos, na segunda-feira, e 500 escudos, na terça-feira de Carnaval.

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