Andreia da Veiga, mais conhecida por Jandira, é natural de Santa Catarina de Santiago, mas desde criança que fez da ilha do Monte Cara o seu lar. “Nasci em Assomada, mas era ainda pequenina quando me mudei para São Vicente com os meus pais”.

Há cerca de 10 anos que Jandira, 28 anos, ganha a vida a comercializar verduras pelos bairros do Mindelo. Foi mais ou menos por essa altura que descobriu o gosto pelo carnaval mindelense. “A viver em São Vicente, não tinha como fugir”.

O seu percurso no carnaval começou no grupo Flores do Mindelo, tendo mais tarde desfilado nas Escolas Samba Tropical e no Vindos do Oriente.

Este ano, foi convidada para ser Rainha de Bateria do Vindos do Oriente, um desafio que considera difícil. “Uma coisa é desfilar numa ala e outra coisa bem diferente é ser Rainha de Bateria. Exige muito da pessoa em vários aspectos. É preciso ter samba no pé, glamour, atitude e estar com o corpo em forma. Neste Carnaval não estou a conseguir conciliar o trabalho com os ensaios e a academia. Mas como uma badia genuína fui privilegiada pela natureza”, diz entre gargalhadas.

Apesar de não estar a conseguir concentrar-se exclusivamente no Carnaval, Jandira diz que o público mindelense tem-lhe dado força e que vai para a Avenida para se divertir, mas focada no prémio de Melhor Rainha de Bateria do Carnaval do Mindelo. “Vou desfilar para ganhar”, diz sorridente.

No que tange ao traje, a jovem diz que não recebeu nenhum patrocínio e, sem revelar o valor do mesmo, diz que o custo do traje foi bastante elevado.

Em jeito de avaliação do Carnaval Mindelense, a rainha de Bateria do Vindos do Oriente diz que é 'nota 10'. “A Praia pode brincar o Carnaval, mas o Carnaval é do Mindelo. Não há comparação. Sou da Praia, vivo no Mindelo, mas sou realista”, diz a jovem que pretende continuar a desfilar por vários anos pelas ruas do Mindelo, tanto a vender as suas verduras como a desfilar no sambódromo da ilha do Monte de Cara.

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