Abraão Vicente fez esta constatação à imprensa, após a da abertura da exposição “Antologia Plástica”, do artista José Maria Barreto, que aconteceu no Palácio da Cultura Ildo Lobo, na Cidade da Praia.

Confrontado pelos jornalistas sobre as contestações dos responsáveis dos grupos de Carnaval na capital do país, o governante disse que as críticas são recorrentes, mas ao mesmo tempo questionou a ausência dos privados no financiamento do Carnaval e que tipos de atividades os próprios grupos fizeram durante o ano.

“Não são apenas os grupos da Praia que criticam, também os de São Vicente, de São Nicolau. Portanto são nacionais. Apelo à responsabilidade e a responsabilização de quem organiza os grupos”, atestou.

Abraão Vicente lembrou que o Ministério da Cultura não financia o Carnaval, mas sim “dá o incentivo” como alavanca de promoção ao certame, salientando ainda que o Carnaval em Cabo Verde “nunca teve tanta previsibilidade de financiamento” e “nem os grupos e as câmaras municipais receberam tanto dinheiro”.

Conforme avançou, quando assumiu a pasta da Cultura e das Industrias Criativas, os municípios recebiam 120 contos, valor inferior aos 200 contos de incentivo que cada grupo recebe agora na capital do país.