O governante falava aos jornalistas, à margem dos desfiles de Carnaval dos grupos realizados esta terça-feira, na Avenida Cidade de Lisboa.

“Eu creio que há um trabalho para fazer. Temos que ser muito honestos”, começou por dizer Abraão Vicente, reconhecendo, por outro lado, que “há um esforço enorme da parte dos grupos, com um diferencial enorme entre cada grupo”, estando cada um num nível diferente.

O ministro da Cultura afirmou ainda que se nota que há um esforço e evolução de alguns grupos que, conforme disse, têm feito um “esforço grande” para se adaptarem ao modelo de avenida.

“Eu creio que é preciso mais investimentos financeiros, não só da parte do Ministério da Cultura”, afirmou Abraão Vicente, aproveitando para passar a mesma mensagem em relação a Mindelo.

Segundo defendeu, tem que haver uma prestação de conta maior para se perceber quem é que está a contribuir, para além do Ministério da Cultura e da câmara municipal. No seu ponto de vista, as empresas têm que entrar nesta indústria criativa.

Voltando à cidade da Praia, o titular da pasta da Cultura frisou que se nota claramente uma “grande vontade” e “claramente uma evolução enorme na qualidade do desfile, na qualidade dos andores, mas também da qualidade dos trajes”.

“Há, claramente, potencial, não só pelo público que aqui veio e aguenta-se praticamente até a meia-noite, mas pelo potencial dos grupos. Agora é preciso continuar a trabalhar. Eu creio que ainda há aqui ponto enorme para a evolução”, acrescentou.

Abraão Vicente afiançou ainda que há vontade da câmara municipal e do Ministério da Cultura, mas, frisou que é preciso fazer um trabalho comunitário, partindo do princípio de que os grupos são, grande parte deles, representantes de bairros.

“É preciso ensaiar, preparar as figuras de destaque, é preciso um trabalho melhor nos andores, mas eu creio que a parte positiva, toda a organização do sambódromo, digamos assim, está divinamente organizada”, continuou.

Às suas declarações, Abraão Vicente acrescentou que este ano, na cidade da Praia, notou-se o impacto da lei do álcool.

“Nos anos anteriores notava-se muita perturbação, alguma agitação atrás das bancadas e este ano já não”, notou.

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