A nova direccão foi eleita em Abril de 2003, composta em parte por elementos novos, mas também com pessoas que já pertenciam à anterior, David Leite, o actual presidente do Samba Tropical foi um deles.

"A escola do Samba Tropical tornou-se na cara de São Vicente, no seu património”, salientou.

Este ano o enredo trata da Revolução Industrial no mundo: “Do carvão ao LED, do pistão ao IPAD. É a história da industrialização do mundo iluminando a Escola de Samba Tropical” é o seu lema.

O desfile começa a contar a história no século XIX com as máquinas a vapor da primeira revolução industrial, depois os transportes como a segunda e a terceira vai ser representada com um carro futurista e “com muita iluminação e fantasia”, de acordo com o responsável.

"Vamos trazer uma quarta revolução que é uma surpresa", adiantou. O grupo vai desfilar com três carros alegóricos, 14 alas e cerca de mil figurantes.

David Leite tornou-se responsável pela imagem do Samba Tropical e pela coordenação de todos os seus departamentos, que vão desde a preparação do desfile, a realização de eventos para angariação de fundos e divulgação, a área do marketing e ainda a parte administrativa e financeira.

"A gestão é nova, mas a nossa união e o espírito de família mantêm-se", afirmou.

No entanto, os desafios impõem-se: "A escola de Samba tem de se tornar numa organização autónoma e neste momento a nossa grande luta é conseguirmos com que seja possível ela gerar os seus próprios recursos."

"Hoje em dia, temos muitos profissionais à volta do Carnaval com os seus honorários, o único que não tem rendimentos é a escola e nós temos que ter recursos para pagar o desfile, antigamente tínhamos o apoio directo das empresas, mas esse ano está a ser muito difícil", contou.

O Samba Tropical recebe todos os anos pessoas de outras ilhas, mas também emigrantes cabo-verdianos da Holanda, Luxemburgo, Portugal e Estados Unidos. São cerca de 30% dos figurantes a desfilar na avenida.

"Temos todos uma grande paixão por fazer um Carnaval cada vez melhor e por isso as pessoas têm um carinho muito grande pelo Samba Tropical, nós juntamos todos os bairros no nosso samba", referiu.

Este ano o grupo vai trazer dois temas musicais com duas coreografias pela primeira vez. O circuito vai ser dançado duas vezes com as músicas e coreografias respectivas.

"Temos o 'Tempo de Carvôn' de João Carlos Silva e o 'Samba Led' de Constantino Cardoso", avançou.

A Revolução Industrial foi materializada por Fernando "Noia" Morais que compôs o enredo a nível visual.

Actualmente o grupo já recebe o mesmo montante que é disponibilizado aos grupos oficiais de mil contos, um apoio que este ano possibilitou o início dos trabalhos.

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