O programa desta edição foi apresentado hoje, na cidade da Praia, pelo vereador da cultura na Câmara Municipal da Praia, António Lopes da Silva, garantindo que este evento promovido pela câmara em parceria com o Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, a Associação Cabo-Verdiana de Cinema Audiovisual e a Txan Films “já tem pés para andar” e é para continuar.

Segundo o vereador, nesta edição que homenageia um dos mentores e impulsionadores deste festival, o jornalista e cineasta António Loja Neves, falecido em maio deste ano, inscreveram 121 filmes, tendo sido selecionados 27 para a secção competitiva do festival.

Desses 27 filmes, informou, quatro são nacionais e 23 internacionais, sendo 12 documentários de curta metragem, nove filmes de ficção de curta, quatro documentários de longa metragem e duas longas-ficção.

Sendo um dos objetivos deste festival promover o cinema, os realizadores e produtores cabo-verdianos, António Lopes da Silva acredita que estão a conseguir alcançar essa meta.

“Penso que quatro filmes cabo-verdianos num total de 27 a nível global significa que não estamos muito mal. Fizemos uma seleção que tem critérios e é evidente que os critérios para os filmes cabo-verdianos são bem mais flexíveis”, explicou.

O diretor da Cultura, Ivan Santos, reforçou que a nível nacional houve a inscrição de nove filmes cabo-verdianos, mas apenas foram escolhidos quatro levando em conta o equilíbrio entre documentário e ficção.

Paralelamente ao festival orçado em 2500 contos, acontece sete master classes organizados em parceria com as universidades da Praia, versando sobre temas como cinema negro, distribuição no cinema e audiovisual, plataformas e circuitos de festivais internacionais e audiovisual como ferramenta museológica.

O festival reserva espaço para três sessões especiais como “CurtaSantos” em parceria com o festival de Curtas da Cidade de Santos no Brasil, o “Kugoma” em parceria com o festival de Curtas Doc de Maputo (Moçambique), e “Memória do cinema panAfricano no Feminino”, com a presença da curadora e colecionadora June Givanni (Londres).

Assim como nas edições anteriores, o festival conta com o Plateauzona com exibições de filmes em alguns bairros periféricos da cidade, como São Francisco, São Tomé, São Martinho entre outras. Filmes estes produzidos e realizados por jovens formados pela Associação de Cinema e Audiovisual.

O Plateauzinho, mais uma vez, leva as crianças para o cinema em que para além de assistirem os filmes, estes vão ter oportunidade de produzir vídeos com o apoio dos professores.

O Festival Internacional do Cinema reserva espaço para debates durante o “Fórum Plateau” que acontece no dia 22, estando sob a mesa temas como “Da linguagem estética às narrativas visuais do cinema” e “Das opções e estratégias políticas ao mercado do cinema e audiovisual”.

No dia 21, dia da abertura, informou que será exibido em cine-concerto as primeiras imagens em vídeo de Cabo Verde em 1937.

A seguir será a estreia nacional do filme “Djon África” filmado e produzido em Cabo Verde pelos realizadores Filipa Guerra e João Guerra.

António Lopes manifestou a ideia de criar parcerias com o festival Oia em São Vicente e com o festival da ilha do Sal, no sentido de dinamizar o cinema em Cabo Verde.

“Penso que é importante quer a nível do poder local e central, de facto temos de estar mais atentos ao cinema em Cabo Verde e temos que estar mais envolvidos nesta arte que muitos cabo-verdianos gostam”, sublinhou.

Na V edição participam filmes nacionais como, o documentário “Na cinza fica calor” de Mónica Nunes, a ficção “Presa na rede” de Ercie Chantre, a ficção “Sukuru” de Samira Vera Cruz e o documentário “Percursos” de Mauro Pereira.

A nível internacional participam países como Portugal, Brasil, Moçambique, Franca/Alemanha, Senegal e Burkina Faso.

AM/ZS