Quem o diz é o edil do Porto Novo, Aníbal Fonseca, que falava no lançamento oficial desta obra que retrata a fome que assolou Cabo Verde nos anos 40 e o famoso naufrágio, em novembro de 1947, em Ponta de Canjana, no litoral do Porto Novo, de John Schmeltzer, carregado de milho, que acabou por salvar parte significativa da população de Santo Antão.

“Vamos ter que trabalhar nisso. Esta obra é já o primeiro passo e vamos ter que dar os próximos passos”, avançou o autarca, reiterando o propósito dos municípios de Santo Antão de trabalharem com o Governo visando o reconhecimento da localidade de Canjana e a sua história como património cultural da ilha de Santo Antão.

A proposta foi lançada no ano transacto, por ocasião das comemorações dos 70 anos do encalhe, que ocorreu a 25 de novembro de 1947.

“John”, como ficou conhecido o navio da marinha mercante dos Estados Unidos da América (EUA), vinha da Argentina, a caminho da Suécia, carregado de milho e outros produtos, quando encalhou nas proximidades de Canjana, a cinco milhas náuticas de Ponta de Peça, acabando por salvar “parte significativa” da população de Santo Antão de morrer à míngua, na sequência da fome que assolou Cabo Verde, em 1947.

Para os santantonenses, o encalhe constitui “um marco histórico” que “merece ser preservado e sinalizado” para as gerações atuais, que queiram conhecer essa história, que marcou o século XX em Santo Antão.

Para o líder do grupo Juventude em Marcha, o telefilme, que custou cerca de dez mil contos, além de enriquecer as bibliotecas nacionais, constitui ainda “uma grande contribuição” que este grupo teatral santantonense pretende dar à história universal, já que se tratou de um acontecimento que marcou o mundo inteiro.

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