Sinal dos tempos: o próximo filme de Martin Scorsese vai estar nas salas de cinema apenas duas semanas.

"The Irishman" é uma produção Netflix e este período de tempo destina-se apenas a garantir que pode entrar na corrida aos Óscares.

A revelação foi feita por um velho amigo e parceiro do realizador.

"Duas semanas, é tudo o que conseguiu como lançamento nas salas. A Netflix não quer saber dos lançamentos nas salas. Os estúdios estão a desmoronar-se. A Netflix é o novo modelo", contou ao /Film Paul Schrader, realizador do recentemente e aclamado "No Coração da Escuridão" e o argumentista de "Taxi Driver" (1976).

"The Irishman" é outro projeto de longa maturação de Scorsese e é apoiado pela plataforma de "streaming" porque nenhum estúdio de Hollywood quis avançar: o orçamento era igual aos "blockbusters" da Marvel, mas o sucesso comercial é muito improvável.

A história é sobre Frank “Irishman” Sheeran, assassino da máfia, responsável pela morte de 25 pessoas e suspeito de ter executado em 1975 o líder sindical Jimmy Hoffa, cujo corpo nunca foi encontrado.

O filme irá certamente emocionar os cinéfilos: Scorsese reencontra Robert De Niro e Joe Pesci.

Os três trabalharam juntos várias vezes, nomeadamente os clássicos "O Touro Enraivecido" (1980) e "Tudo Bons Rapazes" (1990), mas não coincidiam desde "Casino" em 1995.

No caso de De Niro, será o nono filme com o realizador.

No elenco estão ainda Harvey Keitel, que trabalhou com Scorsese e De Niro em "Os Cavaleiros do Asfalto" e "Taxi Driver", e Al Pacino, uma estreia absoluta no universo "scorsesiano".

Esta será a produção mais ambiciosa da Netflix, que terá começado por investir 105 milhões de dólares e viu os custos derraparem para os 175.

Tudo por causa da complexidade do projeto: a história atravessa décadas e os atores serão rejuvenescidos digitalmente 30 anos pela empresa ILM, responsável pelos efeitos especiais de filmes como "A Guerra das Estrelas".

Anunciado para 2019, o mais provável é a estreia aconteça no último trimestre para ficar fresco na memória dos votantes dos Óscares.

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