Questionado no parlamento pelos deputados, o ministro da Cultura e das Indústrias Criativas de Cabo Verde, Abraão Vicente, explicou que o filme, cofinanciado pelo Estado cabo-verdiano, “só agora terminou o ciclo de festivais” para os quais se candidatou, tendo sido exibido em Portugal, onde se estreou, e em Macau, na China.

“Neste exato momento a nossa equipa está a negociar com o Cinema da Praia e espaços no Mindelo [ilha de São Vicente], mas nós faremos também uma programação nacional para que as câmaras municipais e os espaços municipais possam receber sessões gratuitas do filme”, disse ainda o ministro da Cultura, na Assembleia Nacional, durante a primeira sessão plenária de 2020.

O filme “Os Dois Irmãos” foi adaptado da obra do escritor cabo-verdiano Germano Almeida, que em 2018 recebeu o Prémio Camões, tendo sido também naquele ano selecionado para a competição oficial no 42.º Festival Internacional de Cinema de Montreal, entre outros festivais internacionais.

A película é “a primeira grande produção cinematográfica que conta com o cofinanciamento do Governo, através do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas, tendo sido realizado em parceria com a produtora portuguesa TAKE 2000”, de acordo com um comunicado governamental anterior.

Produzido por José Mazeda e realizado por Francisco Manso, o filme foi rodado em 2017, entre as zonas de Chã de Tanque e Ribeira Barca, no concelho de Santa Catarina de Santiago (Cabo Verde), e todo o elenco foi cabo-verdiano.

Na intervenção de hoje, Abraão Vicente recordou que o Estado cabo-verdiano é coprodutor do filme (25%) e que por isso também tem o direito de realizar a sua projeção.

“Então, o filme estará em todas as salas e em todos os municípios onde haja condições para a sua projeção”, garantiu o governante, que acrescentou estarem em curso conversações para levar a película igualmente para os Estados Unidos, país que recebe uma grande comunidade cabo-verdiana.

O Governo sublinhou anteriormente que fez “uma aposta nesta grande produção, baseada no livro do segundo Prémio Camões de Cabo Verde, como forma de internacionalização do cinema cabo-verdiano e a promoção do arquipélago como um destino de rodagem de grandes produções”.

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