Em abril, Steven Spielberg tornou-se o senhor "10 mil milhões" das bilheteiras.

Com o sucesso de "Ready Player One: Jogador 1", o realizador tornou-se o primeiro na história do cinema a ver os seus filmes conseguirem somar ao todo dez mil milhões de dólares de receitas.

Ainda assim, entre os sucessos de bilheteira e entradas garantidas nas listas dos melhores filmes de sempre, existem outros trabalhos de Spielberg que são muito menos reconhecidos.

Um deles é "Apanha-me Se Puderes" e para o realizador Guillermo del Toro é mesmo o filme mais subvalorizado de todos os tempos.

Lançado nos cinemas a 25 de abril de 2002, a história acompanhava o jogo de gato e rato durante anos entre um agente do FBI (Tom Hanks) e Frank Abagnale (Leonardo DiCaprio), um adolescente que arrecadou milhões em cheques fraudulentos ao fazer-se passar com sucesso por piloto aéreo, médico ou advogado. Mais tarde, acabou a trabalhar para o próprio FBI.

O filme foi bem recebido pelos críticos e um sucesso de bilheteira a nível mundial, mas não costuma surgir numa lista dos melhores de sempre de Spielberg, como acontece com "Tubarão" (1975), "Encontros Imediatos do Terceiro Grau" (1977), "Os Salteadores da Arca Perdida" (1981), "E.T" (1982), "Parque Jurássico" (1993), "A Lista de Schindler" (1993) ou "O Resgate do Soldado Ryan" (1998).

Para o realizador que ganhou os Óscares com "A Forma da Água", na sua essência "Apanha-me Se Puderes" tem "um conjunto maravilhoso de interpretações e uma história pessoal delicada e comovente disfarçada de filme despretencioso".

Chamando a atenção para o meticuloso trabalho de encenação e fluidez com a câmara e os atores que supera o de realizadores como Stanley Donen, Vincente Minnelli e William A. Wellman, e as influências nos planos e cores de "Deus Sabe Quanto Amei" (1958), "Cinderela em Paris" (1957) e "Charada" (1963), Guillermo del Toro ainda garantiu que vê o filme pelo menos uma vez por ano.

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