Afinal, parece que a Netflix e outras plataformas de" streaming" não estão a canibalizar as salas de cinema: as duas formas de ver entretenimento completam-se.

A lógica parecia ser que estes serviços estavam a afastar as pessoas dos cinemas por causa da oferta disponível no conforto das suas casas, mas um estudo chegou a uma conclusão muito diferente.

As pessoas que vão mais vezes ver filmes no grande ecrã também são as que consomem mais conteúdos em "streaming", revelou um estudo conduzido nos EUA pelo grupo Quantitative Economics and Statistics, da consultoria EY (a antiga Ernst & Young.), citado pela publicação Variety.

Entre os 2500 inquiridos em novembro pelo estudo, os que foram ao cinema nove ou mais vezes nos últimos 12 meses também passam em média 11 horas nas plataformas de "streaming".

Já os que foram apenas uma ou duas vezes passam sete horas e quase metade das que não foi ao cinema também não viu conteúdos "online".

Ironicamente, o estudo foi encomendado pelo grupo dos proprietários das salas de cinema (National Association of Theater Owners, conhecido por NATO), que tem criticado fortemente a política da Netflix de prescindir do modelo tradicional de estreia para os seus filmes.

"A mensagem aqui é que não existe uma guerra entre o 'streaming' e as salas. As pessoas que adoram conteúdos estão a vê-los nas plataformas e todas as plataformas estão no pensamento dos consumidores", concluiu Phil Contrino, administrador para os media e estudos na NATO.

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