A atriz Sondra Locke morreu a 3 de novembro aos 74 anos.

Sofria de cancro de mama e nos ossos e foi o Departamento de Saúde de Los Angeles que confirmou oficialmente a sua morte esta quinta-feira.

A atriz foi nomeada como secundária para os Óscares por "The Heart is a Lonely Hunter / Um Coração Solitário" (1968), o seu primeiro filme.

Em 1975, a sua vida e carreira mudaram ao interpretar a companheira de Clint Eastwood em "O Rebelde do Kansas (1976): os dois começaram uma relação romântica que durou 13 anos.

Nunca tiveram filhos porque Clint Eastwood dizia que isso não se coadunava com o seu estilo de vida, mas fizeram mais cinco filmes juntos, incluindo o mais rentável da saga "Dirty Harry", que se chamou "Impacto Súbito" (1983).

Em 1986, Sondra Locke protagonizou e fez a estreia atrás das câmaras com "Ratboy - Perdido na Multidão", um fracasso de bilheteira nos EUA aclamado na Europa.

Em 1989, Eastwood, que em segredo tivera filhos com outra mulher nos últimos anos da relação, mudou as fechaduras da casa e colocou os bens de Sondra Locke num armazém enquanto esta realizava o segundo filme, "Impulso para Matar". Foi o início uma longa batalha jurídica.

Os dois começaram por chegar a um acordo pelo qual Eastwood ajudaria Locke a fazer um acordo para desenvolver e realizar projetos com o estúdio Warner Bros em troca do fim de um processo judicial. No entanto, a atriz acabou por voltar aos tribunais em 1995 acusando-o de fraude, alegando que o acordo foi um esquema criado para destruir a sua carreira: a Warner teria recusado cada um dos mais de 30 projetos que proposera.

Em processos separados, tanto Eastwood como a Warner acabaram por chegar a um acordo fora dos tribunais em troca de uma indemnização de valores que nunca foram divulgados. O caso tem sido usado em alguns livros de Direito contemporâneos como um exemplo sobre o conceito legal de "boa fé".

Sondra Locke realizou ainda o telefilme "A Última Dose" (1995) e o "thriller" "Trading Favors" (1997).

Na sua autobiografia de 1997, Sondra Locke acusou o antigo companheiro, outras estrelas de Hollywood e líderes de estúdios de manipularem e sabotarem a carreira.

O título não deixava lugar a dúvidas: "The Good, the Bad, and the Very Ugly – A Hollywood Journey" [O Bom, o Mau e o Muito Feio], uma referência ao último filme que Clint Eastwood fez com Sergio Leone que se chamou em Portugal "O Bom, o Mau e o Vilão".

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