A realizadora Penny Marshall morreu na segunda-feira à noite aos 75 anos, avançou a Variety.

Ela foi uma das mulheres que mais sucesso teve como realizadora em Hollywood: foi a primeira a dirigir um filme que rendeu mais de 100 milhões de dólares nas bilheteiras e também a primeira a conseguir dois nessa lista.

Os dois filmes tinham em comum Tom Hanks: "Big" tornou-o uma grande estrela de cinema em 1988 e "Liga de Mulheres", em 1992, voltou a colocar a sua carreira nos eixos após vários fracassos comerciais.

Big (1988)

No intervalo, fez "Despertares" (1990), dirigindo Robert De Niro e Robin Williams, que não tendo encontrado tanto sucesso, conseguiu outro feito numa era em que ainda estava distante a vitória histórica de Kathryn Bigelow com "Estado de Guerra" em 2009): foi a segunda mulher a ter um trabalho nomeado para o Óscar de Melhor Filme (a seguir a Randa Haines, que conseguiu com "Filhos de um Deus Menor" em 1986).

Despertares

Penny Marshall começou como atriz e teve um grande sucesso com "Laverne & Shirley" (1976-1983), série co-criada pelo irmão Garry Marshall (foto em cima), o futuro realizador de "Pretty Woman" (falecido em 2016), onde começou a realizar alguns episódios. Foi casada com o também ator e realizador Rob Reiner entre 1971 e 1979,

Ainda com pouca experiência atrás das câmaras, acabou por fazer a estreia no cinema substituindo Howard Zieff à frente da comédia "Uma Mulher dos Diabos" (1986), com Whoopi Goldberg, que foi um razoável sucesso de bilheteira.

Seguiram-se "Big" (1988), "Despertares" (1990) e "Liga das Mulheres" (1992), mas a fase de aclamação acabou com o fracasso comercial e artístico de "Direita, Volver" (1994), onde Danny De Vito era um instrutor involuntário do exército americano.

Os seus filmes seguintes foram "Espírito do Desejo" (1996), uma nova versão de um filme de 1947 com Denzel Washington e Whitney Houston, e "Os Rapazes da Minha Vida" (2001), com Drew Barrymore, ambos fracassos de bilheteira.

A partir daí apenas fez alguns episódios para televisão e o telefilme "Women Without Men" (2010), bem como algumas participações simbólicas à frente das câmaras como... Penny Marshall.

Além de ter sido uma pioneira como realizadora de sucesso dentro da indústria de Hollywood, também produziu alguns filmes, destacando-se "Cinderella Man" (2005) e "Casei com uma Feiticeira", ambos de 2005.

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