Marlen Khutsiev, autor de vários filmes de culto dos anos 1960 e pai da nova onda do cinema soviético, morreu em Moscovoaos 93 anos, anunciou esta terça-feira a União de Cineastas da Rússia.

"Viveu uma vida cheia de drama e alegria", declarou à AFP a porta-voz da Unión, Tatiana Nemchinskaya.

Marlen (acrónimo de Marx e Lenine) nasceu em 1925 na Georgia soviética. O seu padre era um bolchevique que morreu mais tarde nas purgas estalinistas e a sua mãe era uma aristocrata.

Ele foi autor de uma dezena de filmes que formaram as bases da nova onda soviética durante a fase de degelo após a morte de Estaline, em 1953.

"Primavera na Rua Zarechnaia", lançado em 1956, o ano do relatório de Nikita Khrushchev sobre o culto à personalidade de Estaline, surpreendeu pelo realismo da sua história, a vida de uma jovem professora que chega a uma cidade de província para dar aulas noturnas aos operários.

O filme, visto por mais de 30 milhões de espectadores nos cinemas, tornou-se de culto na então União Soviética.

Outros t+itulos na carreira foram "Os Dois Fedors" (1958), "A Porta de Illych" (1965), obra emblemática do realizador, "Chuva de Julho" (1967), "Foi em Maio (1970), feito  para televisão e que considerou o seu favorito, e "Infinitas" (1992), premiado em Berlim.

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