Abraão Vicente fez estas declarações quando instado pela Inforpress a comentar a recente notícia que dá conta que o filme “Vitalina Varela”, do realizador português Pedro Costa, conquistou o Leopardo de Ouro, prémio máximo do Festival Internacional de Cinema de Locarno, na Suíça.

“Creio que é boa noticia (…) ainda não vi o filme, não posso avaliar o trabalho da Vitalina, mas se ganhou um prémio creio que merece os aplausos de Cabo Verde, por não ser uma atriz profissional, por ser alguém trabalhada para o projeto e por ser a história da vida dela”, afirmou o ministro.

No seu entender, esta distinção “engrandece toda a diáspora cabo-verdiana” porque a história de vida de Vitalina Varela retrata a história de milhares de cabo-verdianos, realçando que Cabo Verde está de parabéns porque ela é primeira mulher cabo-verdiana a ganhar um prémio dessa dimensão internacional.

“A Vitalina fez um excelente trabalho e merece ser reconhecida como alguém que, não tendo as condições e o preparo para ser atriz, consegue arrebatar e ter a unanimidade de um júri internacional”, concluiu.

“Vitalina Varela” é a história de uma mulher da ilha de Santiago que viveu grande parte da vida à espera de ir ter com o marido, Joaquim, emigrado em Portugal. Sabendo que ele morreu, Vitalina Varela chegou a Portugal três dias depois do funeral dele.

No filme, Vitalina Varela retrata muitos dos problemas por que passam os emigrantes cabo-verdianos em Portugal.

A longa-metragem sobre a imigrante cabo-verdiana, de 55 anos, teve a estreia mundial na passada quarta-feira no decurso da competição internacional na Suíça e deverá ser distribuído e exibido nos Estados Unidos da América já em 2020.

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