A notícia de que James Dean vai "regressar" num quarto filme em 2020 está a ser mal recebida on-line, tanto por fãs como por alguns nomes de Hollywood.

James Dean apenas fez três filmes antes da morte prematura ao volante de um Porsche 550 Spyder , a 30 de setembro de 1955: "A Leste do Paraíso" (1955), "Fúria de Viver" (1955) e "O Gigante" (1956).

Segundo informou The Hollywood Reporter na quarta-feira, uma versão recriada digitalmente do ator falecido em 1955 vai "interpretar" um papel secundário no filme "Finding Jack", que conta a história de cães de guerra abandonados no Vietname pelo exército dos EUA  durante a guerra contra este país.

A produtora responsável por "Finding Jack", Magic City Films, divulgou que duas empresas especializadas em efeitos especiais, a canadiana Imagine Engine e a sul-africana MOI Worldwide, estão a recriar digitalmente o corpo inteiro do ator com base em fotos e filmes de arquivo, sem sobrepor a imagem dele no corpo de duplo.

"A família" do ator, avançou Anton Ernst, co-realizador do filme com Tati Golykh, "vê isto como o seu quarto filme, um filme que ele nunca fez".

Esta opinião não é partilhada nas redes sociais e destacam-se as reações de atores que conhecem bem, pelos filmes da Marvel e a saga "O Senhor dos Anéis", a perícia dos efeitos especiais.

"Tenho a certeza que ele ficaria 'entusiasmado'. Isto é horrível. Talvez a gente consiga que um computador nos pinte um novo Picasso. Ou escreva duas novas canções de John Lennon", escreveu Chris Evans.

"A completa falta de compreensão aqui é vergonhosa", acrescentou, indo no mesmo sentido dos que já disseram que não se trata verdadeiramente de James Dean porque a "versão CGI" não vai trazer de volta o que o ícone deu aos filmes enquanto "ator".

A reação de Elijah Wood foi mais concisa: "NÃO. Isto não devia acontecer".

Zelda Williams, filha do falecido Robin Williams, escreveu que "ando a falar disto com amigos há ANOS e ninguém acreditou em mim de que a indústria desceria tão baixo assim que melhorasse a tecnologia. Publicidade enganosa ou não, isso é vender os mortos apenas pela sua 'influência' e cria um precedente terrível para o futuro da interpretação".

O ator e comediante, vale a pena recordar, deixou estipulado em testamento que a sua voz, gravações e nome não podiam ser utilizados nos 25 anos após a sua morte. Ou seja, até 2039.

A revista Esquire também sugeriu 35 atores "vivos e no ativo" que os produtores de "Finding Jack" podiam ter escolhido.

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