A fusão entre Disney e 21st Century Fox anunciada em dezembro está oficialmente concluída.

Aquele que é o o maior e mais relevante acordo na história dos média e de Hollywood torna-se oficial à 00h02 desta quarta-feira, no fuso horário de Nova Iorque, confirmou a própria 21st Century Fox.

Este prazo tinha sido antecipado na semana passada pela Disney, quando faltava apenas que os acionistas da 21st Century Fox escolhessem a quantidade de dinheiro e ações da Disney que querim receber no âmbito da fusão de 71,3 mil milhões de dólares [60,6 mil milhões de euros].

Segundo o acordo, os acionistas da 21st Century Fox recebem 38 dólares por ação, em dinheiro ou ações da "Nova Disney", ficando no final da operação financeira com 17% a 20% dessa "holding" que vai juntar a Disney e a Fox.

Entre outros ativos, a "Nova Disney" ficará com o estúdio de cinema 20th Century Fox, atualmente o terceiro maior de Hollywood, bem como o estúdio que produz as séries de TV e o vasto catálogo de títulos de ambos, canais por cabo como a FX e a National Geographic, bem como 30% da plataforma "Hulu".

Além de ficar na posse de sagas como "Aliens", "Avatar" e "Planeta dos Macacos", a Marvel, detida pela Disney, voltará por exemplo a tomar posse dos direitos da saga "X-Men".

A fusão irá abanar o mundo do entretenimento e dos media no importantíssimo controlo de conteúdos e distribuição, num momento em que vários estúdios se preparam para uma competição intensa no "streaming".

Há um lado negro nesta aquisição: segundo as projeções, além da redução da produção de filmes da Fox, mais de quatro mil empregos serão perdidos na eliminação das estruturas e recursos que agora existem em duplicado.

Já esta terça-feira a Fox Corporation substituiu a 21st Century Fox no Standard & Poor's 500, o índice das maiores empresas americanas cotadas em bolsa.

Esta nova entidade junta os ativos que a Disney não comprou ao magnata Rupert Murdoch, como o canal nacional Fox e as suas 28 estações, além dos canais por cabo Fox Sports e o controverso Fox News, bem como jornais de influência como o Wall Street Journal, New York Post, Times of London, além de vários títulos na Austrália.