O juiz James Burke validou a saída de Ben Brafman, que havia defendido Harvey Weinstein até agora, e aceitou a sua substituição por outros advogados, José Baez e Ronald Sullivan.

De qualquer forma, advertiu que irá impor limitações para evitar conflitos de interesses devido ao facto de um dos advogados ter defendido a atriz Rose McGowan, uma das 10 mulheres que acusaram Weinstein de agressão sexual em outubro de 2017, num caso à parte sobre posse de cocaína.

Burke recordou que a atriz acusou Harvey de esconder cocaína na sua bolsa e que o ex-produtor havia mencionado essas acusações em e-mails.

O magistrado disse que se a atriz for chamada para testemunhar pela acusação durante o processo contra Weinstein, os advogados não poderão usar a informação que tiveram nesse caso.

O ex-produtor de 66 anos respondeu: "Sim, senhor", quando o juiz lhe perguntou se desejava manter os advogados. Os próprios letrados confirmaram que estavam conscientes destas restrições.

"Este caso é uma prova à presunção de inocência", declarou Baez à saída do tribunal. "Ele deveria ter o direito à mesma presunção que qualquer pessoa".

Uma questão-chave da preparação do julgamento é saber quem serão as mulheres autorizadas a testemunhar contra Weinstein.

Mais de 80 mulheres acusaram publicamente o ex-produtor de agressões e assédio sexual, entre elas celebridades como Ashley Judd e Angelina Jolie.

Em Nova Iorque, Weisntein é acusado de duas agressões sexuais - sexo oral forçado e uma violação - que alegadamente teria cometido contra duas mulheres em 2006 e 2013.

O julgamento tem previsão de início em maio. A próxima audiência está marcada para 7 de março.

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