Desde que James Gunn foi despedido da saga "Guardiões da Galáxia" por causa de mensagens antigas controversas nas redes sociais sobre pedofilia e violação, denunciadas por ativistas políticos da extrema-direita, que o seu maior defensor público tem sido Dave Bautista, que interpreta o gigantesco Drax, the Destroyer.

O ator voltou a confirmar isso numa entrevista, onde vai ainda mais longe: mesmo com contrato, garante que não vai regressar para o terceiro filme se não for usado o argumento original escrito por James Gunn.

"Ninguém está a defender as suas mensagens, mas isto foi uma campanha de difamação contra um homem bom. Falei com o Chris Pratt [Star-Lord] no dia a seguir a ter acontecido e ele é um bocado religioso, portanto queria tempo para rezar e chegar a uma solução, mas eu fui mais tipo: isto que se lixe. Isto é uma treta. O James é uma das pessoas mais decentes e amáveis que conheci", explicou ao Short List.

"Onde estou neste momento é que se [a Marvel] não usarem aquele argumento, então vou pedir-lhes para me libertarem do meu contrato, cortarem-me ou escolherem outro ator. Estaria a prejudicar o James se não o fizesse", acrescentou.

James Gunn acabou o argumento de "Guardiões da Galáxia 3" cerca de três semanas antes de ser despedido pela Disney, o que aconteceu a 20 de julho.

Dez dias mais tarde, o elenco principal, incluindo Bautista, Chris Pratt, Zoe Saldana, Bradley Cooper, Vin Diesel, Karen Gillan, Pom Klementieff, Michael Rooker e Sean Gunn manifestaram o seu apoio a apelaram à Disney para voltar atrás na decisão.

O terceiro filme, que devia ser o último da saga e abrir caminho para futuros filmes do Universo Cinematográfico da Marvel, permanece agora na incerteza, com várias fontes a indicarem que a Disney não vai ceder aos atores e está disposta a esperar por um realizador de prestígio.

Em janeiro, James Gunn também tinha revelado que o projeto ia chegar em 2020.

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