No outono de 2013, chegou aos cinemas "Frozen - O Reino do Gelo", uma nova animação da Disney sobre a jornada épica de Anna para encontrar a irmã Elsa com a ajuda de Kristoff, Sven e Olaf.

O que se seguiu surpreendeu a indústria de Hollywood: vista como a primeira produção feminista saída do estúdio, com uma das histórias mais progressistas porque abdicava do final "viveu feliz para sempre", tornou-se o maior sucesso de sempre no género das bilheteiras modernas, com mais de mil milhões de dólares de receitas.

Além de aumentar a popularidade dos atores Kristen Bell, Idina Menzel, Jonathan Groff e Josh Gad, seguiram-se os Óscares de Melhor Animação e para a canção "Let It Go", um musical da Broadway e a curta "Frozen: Uma Aventura de Olaf" (2017). E também não se pode ignorar a loucura do merchandising que ajudou a encher ainda mais os cofres da Disney.

Rapidamente se falou em sequela, mas foi preciso esperar seis anos por "Frozen II".

Ainda que a demora nas animações não seja invulgar, sagas como "Shrek", "A Idade do Gelo", "O Panda do Kung Fu", "Gru - O Maldisposto" ou "Como Treinares o Teu Dragão" conseguiram lançar sequelas a cada três ou quatro anos. Até a Pixar, conhecida pelas produções demoradas, só demorou quatro anos entre os dois primeiros "Toy Story".

Kristen Bell, a voz original de Anna, explicou o que se passou para a demora: tratou-se de descobrir que história é que se seria contar.

"A razão para não terem dado luz verde tão depressa foi porque ninguém sabia o que seria. Ninguém queria que fosse o episódio 2 de 'Frozen', onde a Anna perde os sapatos", contou a atriz ao Collider.

"Tratava-se de quais são as correntes emocionais em que podemos mostrar evolução e desenvolvimento do caráter nestas pessoas? O que estamos a dizer? Não se trata apenas de arranjar um problema e terminar um segundo ato e depois um terceiro ato", acrescentou.

No novo filme, Elsa vai enfrentar as águas do oceano e a história vai girar em torno da origem dos seus poderes mágicos e se eles serão suficientes para enfrentar uma nova ameaça ao seu reino. Para descobrir a verdade, Elsa, Anna, Kristoff, Olaf e Sven embarcam numa viagem para norte, pelas terras encantadas até ao desconhecido.

"É uma história bonita e acho que diz algo bastante poderoso. Estou contente por eles terem usado o tempo que precisaram porque acho que é realmente bom. E é definitivamente um 'Frozen' diferente. É um 'Frozen' mais desenvolvido", explicou.

"Frozen II - O Reino do Gelo" chega aos cinemas portugueses a 21 de novembro, mas durante a Comic Con Portugal, que decorre nos dias 12, 13, 14 e 15 de setembro no Passeio Marítimo de Algés, em Oeiras, a Disney vai abrir um casting de vozes portuguesas.

Durante os quatro dia do evento, vai estar disponível no recinto um estúdio móvel, onde irá "decorrer um casting exclusivo" para selecionar a voz de uma das personagens.

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