A Netflix veio transformar completamente o panorama da televisão e cinema desde que iniciou a programação de conteúdos originais em 2013.

No cinema, a estratégia tem sido errática: além de enfrentar a resistência dos exibidores tradicionais de filmes, já que as salas não abdicam da redução ou mesmo fim do seu período de exclusividade, títulos mais ambiciosos como "Bright", com Will Smith e Joel Edgerton, "Máquina de Guerra", com Brad Pitt, e "The Outsider", com Jared Leto, não trouxeram à plataforma de streaming a mesma credibilidade que conseguiram produções para o pequeno ecrã como "House of Cards", "Stranger Things" ou "The Crown".

Recentemente esta situação começou a mudar graças a "Roma", de Alfonso Cuarón, Leão de Ouro no Festival de Veneza, que pode ser o seu primeiro a ganhar o Óscar de Melhor Filme, e ainda "A Balada de Buster Scruggs", dos irmãos Coen, e "Bird Box", com Sandra Bullock, que tiveram um lançamento exclusivo limitado nos cinemas.

Agora, o responsável máximo da Netflix pelo cinema prometeu uma "ofensiva cinematográfica" para 2019.

Num perfil para o The New York Times, Scott Stuber revelou que a plataforma irá focar-se em duas direções: irá lançar aproximadamente 20 filmes originais com orçamentos que vão dos 20 aos 200 milhões de dólares e ainda 35 produções independentes abaixo dos 20 milhões.

A estes 55 filmes juntam-se documentários e animação, num total de cerca de 90 títulos originais.

Por comparação, os seis estúdios tradicionais de Hollywood distribuem entre 150 e 175 filmes por ano e um dos mais prolíficos, a Universal, fica por cerca de 30.

Para esta ofensiva a Netflix contará com os realizadores Martin Scorsese, Steven Soderbergh, Guillermo del Toro e Michael Bay, além de estrelas do calibre de Robert De Niro, Ben Affleck, Ryan Reynolds e Dwayne Johnson.

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