“Durante muito tempo hesitamos em partilhar o Sukuru na Internet, apesar de muitos pedidos, dados os seus problemas técnicos, que são consequência de falta de financiamento e equipamento”, escreveu a produtora da Parallax Produções, Samira Vera-Cruz, na sua página no Facebook.

Contudo, justificou, numa época em que todos devem estar em casa para se protegerem e a todos os outros, decidiram divulgar este filme como forma de “partilhar mais arte e cultura”.

Este filme, segundo Samira Vera-Cruz, fala de questões escondidas e ainda tabu em Cabo Verde, nomeadamente a questão da saúde mental e a toxicodependência.

Sukuru é um `thriller´ psicológico, que conta a história de Jiló, um jovem esquizofrénico, viciado em crack, e a sua luta com a toxicodependência, a sua mãe e os seus demónios.

“Teve uma pequena equipa voluntária de luxo que, em pleno Verão na capital, não descansou um segundo para tornar este sonho realidade. O elenco, que se misturava com a equipa técnica e não hesitava em dividir tarefas, é de um talento digno de qualquer grande ecrã no mundo. Ainda hoje é difícil acreditar que foi a primeira experiência da maioria deles”, realçou, numa alusão ao potencial dos jovens actores cabo-verdianos.

O filme teve como elenco principal Jap Pires, Vera-Cruz, Dénis Pina, Sandra Alicia, Alberto Koenig e Bruno Pina.

Esta longa metragem de ficção de 93 minutos teve estreia mundial em 2017 no Cine Fest Luso Mundo, em Bruxelas, Bélgica, e chegou à sala do Cinema da Praia, em dezembro do mesmo ano, onde ganhou uma menção honrosa do júri no Plateau – Festival Internacional de Cinema.

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