Sem igualmente avançar uma data exata para a estreia deste filme, do realizador português, Francisco Manso e de José Mazeda da produtora Take 2000, o ministro da Cultura, Abraão Vicente anunciara, no mês de novembro de 2017, que o filme vai ser exibido na localidade de Chã de Tanque, em Santa Catarina, lugar que serviu de cenário para a sua gravação.

O trailer deste filme, que conta uma história relacionada com a questão da honra, da justiça e do isolamento, já está sendo divulgado nas principais plataformas digitais.

O filme que ronda um milhão de euros (110.265.000 escudos cabo-verdianos) tem como base uma história verídica, conta com a coprodução do Ministério da Cultura e das Indústrias Criativas/Governo de Cabo Verde.

“Os dois irmãos” é o terceiro filme cabo-verdiano que Francisco Manso produz em Cabo Verde, mas este tem uma particularidade, porque é interpretada somente por atores cabo-verdianos, segundo o realizador em declarações à imprensa no momento das gravações que decorreram em Chão de Tanque, interior do concelho de Santa Catarina (Santiago).

O filme contou com participação de atores cabo-verdianos residentes em Portugal e na ilha de São Vicente, como Flávio Hamilton, Manuel Estevão, João Paulo Brito, Alexandre Fonseca Soares, Agnelo Varela e Raquel Monteiro e de Santa Catarina destacam-se o ator Gil Moreira, Cláudio Correia e Adalberto Teixeira.

Recorde-se que Francisco Manso foi também produtor do reconhecido filme “O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, baseado também no livro do renomado escritor cabo-verdiano Germano Almeida.

Germano Almeida é advogado e escritor, formando em Direito pela Universidade de Lisboa. Estreou-se no mundo literário na década de 80, com colaboração na revista Ponto & Vírgula. A primeira obra literária “O dia das calças roladas” foi publicada em 1982.

Ao todo, já publicou 17 títulos. O terceiro “O testamento do Sr. Napumoceno da Silva Araújo”, 1991, foi adaptada para cinema. Rodado a sua maioria na ilha de São Vicente e outra parte na Boa Vista, terra natal do escritor Germano Almeida, o filme contou com um elenco de brasileiros, português e cabo-verdianos e participação especial da “rainha da morna”, Cesária Évora.

O filme foi galardoado com o 1º prémio do Festival de Cinema Latino-Americano de Gramado, no Brasil e prémios para o melhor filme e melhor ator no 8º Festival Internacional Cinematográfico de Assunción, no Paraguai.