Essa aproximação com a Internacional Film Festival of Rotterdam (IFFR, sigla em inglês), conforme Tambla Almeida avançou à Inforpress, aconteceu através de um “conjunto de ações em cadeia”, entre as quais, a vinda de Claire Andrade, em 2015, e de redes de contactos que trouxeram ao festival em São Vicente pessoas de Portugal e Senegal.

“Da nossa parte ficamos contentes, que tenham tido esse interesse, porque não é fácil chegar neles por tão concorrido que são e agora conseguimos”, regozijou-se este responsável, que espera ver filmes cabo-verdianos neste festival procurado por vários realizadores e produtores audiovisuais de todo mundo.

Essa conexão, que segundo a mesma fonte, espera-se ter duas vias e trazer para o Oiá mais produções, que têm sido procurados, por exemplo, pelo público do “Oiá zona” e, que, ajuntou, não tem tido “muito interesse” nos filmes internacionais exibidos.

“Querem ver um filme, que tem a ver com a nossa realidade, sobre a nossa cultura, mar, música, dança. É isso que o pessoal quer”, advogou Tambla Almeida, para quem isso poderá ser “melhor facilitado” se houver uma “porta aberta” para os produtores cabo-verdianos em Roterdão.

E é com essa esperança, que, conforme o organizador da mostra, que se espera, para o ano, aumentar os títulos nacionais em 80 por cento (%) até porque, ajuntou, “muitos produtores”, que participaram no encontro, estão com filmes nos “últimos retoques” de produção

Nessa mesma senda que Tambla Almeida também guarda o sonho de comemorar uma “edição especial”, com uma programação exclusivamente de Cabo Verde, quem sabe em 2020, mesmo ano que o país também festeja os 45 anos de independência.

O encontro, realizado hoje na Alliance Française do Mindelo, reuniu cerca de uma dezena de produtores e que puderam trocar impressões com os curadores do IFFR, Tessa e Peter, que são responsáveis por áreas como o pan-africanismo e curtas-metragens do festival internacional.

O Festival Oiá pretende ainda fazer uma homenagem ao grupo de teatro Juventude em Marcha, como um coletivo, que, classificou, “mais produziu” telefilmes.

“É para agradecer o que eles contribuíram para nos motivar a perseguir esse caminho”, considerou Tambla Almeida, para quem este gesto é “mais merecido” por estarem em Santo Antão, uma ilha que precisa “muito mais de condições” para produzir.

Essa distinção acontece no último dia do festival, neste domingo, no Oiá Baía, na Avenida Marginal, onde vai ser exibido também um dos telefilmes do grupo, que está sendo escolhido através de votação na página de Facebook do festival.

Como parte da programação organiza-se, neste sábado, uma plantação de pés de coqueiros e babosa na localidade de São Pedro, ação que, segundo a mesma fonte, insere-se na vertente ecológico-ambiental do Oiá, e para prestigiar essa localidade, que tem servido, ajuntou, de “referência” em termos de comportamento.

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