Eddie Redmayne concorda com muitos dos seus críticos: a sua interpretação em "Ascensão de Júpiter" deixa mesmo muito a desejar.

O filme de 2015 realizado pelas irmãs Wachowski foi um grande fracasso de bilheteira, mas pretendia ser uma épica aventura de ficção científica à volta de uma jovem terrestre (Mila Kunis) que não sabia que era a sucessora de um legado que podia alterar a ordem do universo até um antigo militar geneticamente modificado chegar para a proteger (Channing Tatum).

No papel de Balem Abrasax, imperador de uma das três dinastias que dominada o universo, Eddie Redmayne  era o grande vilão.

"Ganhei um prémio por ele para pior interpretação do ano [o conhecido Razzie, os Óscares dos piores]. Portanto sim, foi uma interpretação bastante má de acordo com todos os relatos", reconheceu numa entrevista em vídeo para a publicação GQ onde fez a revisão dos títulos mais significativos da carreira.

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O tom da voz, entre o cavernoso, exagerado e delirante, foi muito comentado na altura da estreia de "Ascensão de Júpiter", principalmente porque foi ao mesmo tempo que o ator estava a ser aclamado pelo papel de Stephen Hawking em "A Teoria de Tudo", que algumas semanas mais tarde lhe valeu mesmo o Óscar.

Existe uma explicação: "A laringe da minha personagem tinha sido arrancada por este lobisomem, portanto fiz esta escolha um pouco ousada - que pensei estar correta  - de falar assim durante o filme todo", recordou, ressuscitando o tão comentado tom entre o nasalado e o rouco.

Apesar de ter sentido que o fazia se ajustava bem ao guarda-roupa e ao mundo, "em retrospetiva, pode ter sido exagerado".

Apesar destas memórias, Eddie Redmayne salientou que também adorou trabalhar com as realizadores e nunca se sentiu tão livre numa rodagem.

Existe ainda outra forma de encarar o seu Balem Abrasax.

"Temos esta pasta para barrar as tostas na Inglaterra chamada Marmite. O slogan do anúncio é que ou se gosta ou se odeia e sempre pensei que era um pouco um ator Marmite. As pessoas parecem ou gostar o que faço ou detestar. E para as pessoas que detestam o que faço, 'Ascensão de Júpiter' costuma ser a sua interpretação preferida", informou.

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