A informação foi confirmada hoje à Inforpress pelo realizador Ângelo Lopes, que vai ter o seu documentário, de 52 minutos, a ser exibido juntamente com 85 filmes oriundos de 35 países.

Produzido no âmbito do concurso DocTV CPLP, “Canhão de Boca” teve a sua estreia em 2017 e, nesse mesmo ano, foi premiado como melhor documentário no festival Oiá (Mindelo) e recebeu menção honrosa no Plateau – Festival Internacional de Cinema da Praia.

Na página da organização do Festival de Cinema Africano do Vale do Silício pode-se encontrar uma pequena resenha deste filme que fala da luta pela libertação de Guiné-Bissau e Cabo Verde.

Durante esta luta, refere, Amílcar Cabral usou a expressão Canhão da Boca para se referir à “Rádio da Libertação” como uma “arma mais poderosa do que todo o arsenal de guerra que eles poderiam possuir”.

“Tendo a experiência cabo-verdiana como ponto de partida e olhando para o mundo, o documentário “Canhão de Boca” fictícia um programa de rádio com Amélia Araújo, que deu voz aos programas da Rádio de Libertação, divulgando os ideais da luta entre 1964 e 1973, e Rosário da Luz, voz que incorpora informações críticas como luta pela desconstrução contemporânea em Cabo Verde. Suas brigas são específicas de cada período, mas, em essência, são as mesmas”, lê-se na sinopse.

O Festival de Cinema Africano do Vale do Silício promove uma compreensão e apreciação da África e dos africanos através de imagens em movimento.

Com o tema “África através das lentes africanas”, o festival de cinema celebra a vasta riqueza do continente africano através das lentes dos cineastas experientes e emergentes da África e, crucialmente, fornece ao público lentes requintadas para a verdadeira África.

A cada ano, o festival apresenta um menu completo de longas e narrativas, documentários e filmes de animação de mais de 25 países da África.

Em 2018, Cabo Verde esteve representado neste festival pelo filme “Firmeza”, um documentário sobre o movimento ‘hip hop’ em São Vicente, dirigido por Paola Zerman e escrito em parceira com o artista Patrick dos Santos.

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