O documentário "Até que o Porno nos Separe", de Jorge Pelicano, é um dos distinguidos dos prémios Arco-Íris da ILGA Portugal.

Os prémios são atribuídos anualmente a pessoas e instituições que se destaquem na luta contra a discriminação em função da orientação sexual, realizando-se agora a 16.ª edição da iniciativa.

No caso de "Até que o Porno nos Separe", o prémio foi atribuído pela AMPLOS - Associação de Mães e Pais pela Liberdade de Orientação Sexual e Identidade de Género.

O documentário acompanha a transformação de uma mãe depois de descobrir que o filho é ator pornográfico gay.

No centro da história está Eulália, católica e conservadora, a morar nos arredores do Porto, que inicia um processo de aproximação ao filho, depois de ter descoberto que ele, emigrado na Alemanha, é o primeiro ator porno gay português, premiado no estrangeiro.

Após a revolta e desgosto, aquilo que poderia ser uma história marcada pelo conflito e pela não aceitação acaba por se tornar numa viagem de transformação da mãe, que, como a própria Eulália diz no documentário, precisava de "sair do armário" e moldar-se para aceitar as escolhas do filho.

Segundo um comunicado da ILGA - Intervenção Lésbica, Gay, Bissexual, Trans e Intersexo, a 12 de janeiro vão receber também a distinção da ILGA, a RTP, a APAV, a jornalista Carolina Reis, o vice-presidente do CDS-PP Adolfo Mesquita Nunes, o atleta olímpico Célio Dias, o casal Gabriela Sobral e Inês Herédia, e a deputada Sandra Cunha, do BE.

Na categoria partidos, a ILGA contempla o PS, o BE, o PCP, o PEV e o PAN, além da deputada Teresa Leal Coelho, do PSD.

Os troféus a atribuir foram criados pelo artista plástico Vasco Araújo.

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